A família real britânica é conhecida por seguir um código de etiqueta rigoroso em eventos públicos e recepções em residências reais. Mas descobrir que essas regras se estendem até à privacidade do banheiro é revelação que poucos esperariam. Segundo reportagem do Hello! Royalty, o Rei Charles segue um conjunto peculiar de normas no banheiro — começando pelo próprio termo que nunca deve ser usado para se referir ao cômodo.
Proibições inusitadas no banheiro real
Entre as regras mais estranhas está a proibição de materiais de leitura no banheiro. Livros e jornais são considerados anti-higiênicos pelas normas da coroa, o que significa que nem mesmo aquela revista rápida é permitida durante o banho. Da mesma forma, velas perfumadas também são vetadas — o que contraria a prática comum em muitos lares de usar aromas para criar um ambiente mais agradável.
Talvez a proibição mais curiosa seja a que afeta o trabalho da equipe de limpeza. De acordo com a publicação, o pessoal não tem permissão de usar aspirador de pó nos banheiros reais, pois o barulho poderia incomodar os membros da família real — mesmo que eles estejam em outras áreas da residência.
Banhos preferidos a chuveiros
A realeza britânica historicamente favore os banhos em relação aos chuveiros, interpretando a atividade como mais refinada e elegante. Personalidades como a Princesa Margaret eram conhecidas por essa preferência. No entanto, nem todos na realeza europeia compartilham dessa visão.
O Rei Carl XVI Gustaf da Suécia, em entrevista de 2015, deixou clara sua preocupação com o desperdício de água associado aos banhos. “Deveríamos proibir todos os banhos, imagina só”, sugeriu o monarca ao jornal Svenska Dagbladet ao ser questionado sobre conservação de energia. Ele relembrou uma ocasião em que precisou tomar banho em um local sem chuveira e se surpreendeu com a quantidade de água e energia consumida. “Pensei: não acredito que estou tendo que fazer isso. Senti bastante vergonha”, confessou.
Um código de etiqueta que vai além
Essas regulações peculiares refletem a cultura mais ampla de etiqueta real que governa até mesmo os momentos mais privados da vida dos membros da família real. Desde a forma como se referem aos cômodos até os objetos permitidos em cada espaço, pouco escapa do protocolo palatino.
O que muitos considerariam conforto básico — relaxar com um livro, acender uma vela aromática ou simplesmente manter um banheiro limpo com os métodos convencionais — passa a ser questão de conveniência que a coroa regulamenta de acordo com seus próprios padrões de etiqueta e elegância.
Esses detalhes, embora possam parecer triviais aos olhos de muitos, ilustram como a vida dentro do palácio opera sob um conjunto de normas que diferem drasticamente do cotidiano da maioria das pessoas, mesmo que o espaço em questão seja um dos ambientes mais pessoais e privados de qualquer residência.