Robert Smith acaba de fazer história. Aos 67 anos, o vocalista do The Cure entrou pela primeira vez na Billboard Hot 100 como artista solo, um feito que nunca havia conquistado em sua carreira de cinco décadas. E tudo porque colaborou com Olivia Rodrigo.
A colaboração que quebrou barreiras
Smith aparece na parada com a faixa “What’s Wrong With Me”, a 10ª canção do novo álbum de Rodrigo “You Seem Pretty Sad For a Girl So In Love”, lançado em 12 de junho. A música estreou em 17º lugar, movimentada por 15,5 milhões de streams nos Estados Unidos em sua primeira semana. Não é pouco para alguém que nunca tinha emplacado uma canção solo nessa parada.
Rodrigo sempre citou o The Cure como uma de suas bandas favoritas — e a admiração evidentemente virou ação. O álbum da cantora pop estreou em primeiro lugar na Billboard 200, marcando seu terceiro LP no topo e representando a maior semana de vendas de sua carreira até agora.
Palco do Primavera Sound e um momento intergeracional
Smith e Rodrigo apresentaram uma prévia da canção no início de junho durante o Primavera Sound Barcelona, um momento que a crítica especializada chamou de verdadeira conexão entre gerações. A Rolling Stone descreveu a performance como tocante: “O deus da melancolia dos anos 80 estava radiante de orgulho e alegria, ao lado dela, cantando essa ótima música nova que ele ajudou a inspirar”.
A publicação ainda brincou sobre o apelo emocional da parceria: “Quem nunca sonhou em fazer uma lista de todos os seus problemas para perguntar a Robert Smith o que há de errado com você? E quem nunca sonhou com Robert cantando suas palavras de volta para você, garantindo que tudo vai ficar bem?”
Um vencedor da história musical que agora vence as paradas
Embora esta seja sua estreia solo na Hot 100, Smith não é exatamente estranho ao formato. O The Cure emplacou 14 músicas na parada entre 1986 e 1996. “Lovesong”, lançada em 1989, chegou ao segundo lugar — o maior sucesso do grupo nessa parada. Canções como “Friday I’m in Love”, “Just Like Heaven”, “Pictures of You” e “Why Can’t I Be You?” também marcaram presença ao longo dos anos.
Em cinco décadas de história, The Cure vendeu mais de 30 milhões de discos mundialmente. O grupo foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 2019, e Smith ganhou uma posição na lista dos 200 Maiores Cantores de Todos os Tempos da Rolling Stone em 2023. A crítica destacou sua capacidade de transformar a voz melancólica em “um instrumento poderosamente expressivo”.
O The Cure segue produzindo
Quem esperava que Robert Smith se aposentasse cedo se enganou. Em 2024, após 16 anos sem lançamentos, The Cure colocou “Songs of a Lost World” nas prateleiras — e a história não termina aí. De acordo com o próprio Smith, o próximo álbum da banda já está “pronto” para ser lançado, enquanto um segundo disco com sonoridade mais pop também está em produção.
Fonte: Rolling Stone Brasil