Katy Perry não deixou passar em branco. A cantora se manifestou neste sábado (25) contra a decisão da Casa Branca de usar “Firework”, um de seus maiores sucessos, como trilha sonora em um vídeo publicado nas redes sociais que exibe imagens de ataques militares dos Estados Unidos contra o Irã. Em post no X (antigo Twitter), Perry afirmou que ficou “profundamente indignada e irritada” com o uso da música e deixou claro que nunca autorizou nada do tipo.
A reação direta
“Estou profundamente indignada e irritada ao ver Firework sendo usada na conta do TikTok da Casa Branca como trilha sonora de imagens de ataques militares. Eu não aprovei isso, não fui consultada e absolutamente não apoio esse uso”, escreveu a diva pop. A publicação ocorreu após a Casa Branca divulgar o vídeo na última quinta-feira (23), mostrando imagens em preto e branco dos bombardeios. Segundo a reportagem do Hugo Gloss, a edição foi particularmente provocadora: o trecho escolhido coincide com o refrão “boom, boom, boom” enquanto o vídeo exibe as explosões, com a legenda “O Irã foi avisado”.
Significado original da canção
Perry aproveitou a oportunidade para explicar qual era sua real intenção ao compor a música. “Escrevi essa música para ser um hino de esperança, cura e força interior para pessoas que atravessam seus momentos mais difíceis. Ver uma mensagem sobre autoestima e superação ser usada para acompanhar destruição e violência é uma completa violação de tudo o que essa canção representa”, declarou a artista.
O desabafo foi conclusivo: “Minha música existe para unir as pessoas, não para celebrar a guerra”. A fala ressalta o contraste entre a proposta original de “Firework” — lançada em 2010 como um hino motivacional — e o contexto militar em que foi inserida pelo governo norte-americano.
Contexto político
A postagem da Casa Branca aconteceu em meio a declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de ampliar a ofensiva militar contra o Irã. O timing da utilização da música, portanto, não foi acidental: serviu como elemento de propaganda visual para uma ação de política externa controvertida.
O episódio reacende debates sobre propriedade artística e apropriação indevida de obras musicais. Perry não é a primeira artista a se manifestar contra o uso não autorizado de sua música em contextos políticos ou militares, mas a resposta da cantora foi direta e sem concessões, deixando claro que sua obra não será associada a narrativas de violência ou guerra.