O Brasil teve representante no palco mais visto do planeta. Anitta dividiu a cerimônia de abertura da Copa do Mundo FIFA 2026 com um time de peso — Katy Perry, LISA, Rema, Future e Tyla — diante de um SoFi Stadium lotado, em Los Angeles, na noite que antecedeu o duelo entre Estados Unidos e Paraguai.
A escalação não foi por acaso. A apresentação serviu de vitrine para “Goals”, faixa que junta Anitta, LISA e Rema e que faz parte da trilha sonora oficial do torneio. Foi a primeira vez que a música ganhou uma performance ao vivo para o grande público — e dificilmente haveria contexto maior para esse batismo do que a abertura de uma Copa do Mundo.
Uma brasileira no centro do evento global
Colocar Anitta ao lado de nomes como Katy Perry diz muito sobre onde a cantora chegou. Não se trata de uma participação simbólica ou de cota local: ela entrou como parte do casting principal de um espetáculo pensado para bilhões de espectadores. A presença de LISA, ex-BLACKPINK, e do nigeriano Rema reforça o desenho que a FIFA quis dar à trilha — pop global de fato, com vozes da América Latina, da Ásia e da África no mesmo verso.
Para a carreira internacional de Anitta, que há anos investe pesado em romper a barreira do mercado de língua inglesa, o palco funciona como um selo. Uma coisa é emplacar hit no streaming; outra é ser convocada para abrir o maior evento esportivo do mundo ao lado de uma das maiores estrelas pop dos Estados Unidos.
O ritual de abertura em três atos
A cerimônia em Los Angeles fechou uma sequência que a FIFA distribuiu pelos três países-sede. Antes dela, o México teve Shakira, e o Canadá reuniu Alanis Morissette, Michael Bublé e Alessia Cara. Cada cidade-sede ganhou seu próprio cartão de visitas musical, e coube aos Estados Unidos a cerimônia mais robusta em termos de nomes pop — com a brasileira no meio do time.
A lógica é clara: uma Copa sediada por três nações precisava de uma abertura que parecesse tão multinacional quanto o próprio torneio. A escolha de artistas de origens tão distintas, encerrando justamente no SoFi Stadium, transformou a parte musical em um recado de marketing antes mesmo da bola rolar entre Estados Unidos e Paraguai.
Como o público brasileiro acompanhou
Quem quis ver a apresentação e o jogo daqui teve opções de sobra. A transmissão passou por Cazé TV, TV Globo, sportv, Globoplay e ge tv, cobrindo desde a TV aberta até o streaming gratuito — um sinal de como a abertura foi tratada como evento de audiência massiva, e não como mero aquecimento antes da partida.
O efeito prático é que “Goals” estreou ao vivo já com alcance de milhões de brasileiros assistindo em tempo real. Para uma faixa que ainda vai rodar o mundo durante toda a competição, é o tipo de lançamento que nenhum plano de marketing convencional consegue comprar.
O que fica
Anitta vinha construindo a tese de que merece um lugar entre os grandes nomes do pop internacional. A abertura da Copa de 2026 não encerra esse debate, mas adiciona um argumento difícil de ignorar: poucos artistas brasileiros já ocuparam um palco com essa dimensão de audiência. Resta ver se “Goals” se transforma no hino que acompanha o torneio até a final — e se essa vitrine vira combustível para o próximo capítulo da cantora lá fora.
Fonte: Rolling Stone Brasil