A reação de Roberta Miranda
Roberta Miranda usou o Instagram na madrugada desta quinta-feira (24 de setembro) para se manifestar sobre um fenômeno que passou a incomodar a comunidade musical: o crescimento exponencial de seguidores que artistas recebem após suas mortes. O gatilho foi o caso de Rick, que ganhou 1 milhão de novos seguidores nas redes sociais depois que a notícia de seu falecimento se espalhou.
A cantora sertaneja desabafou de forma direta em seu stories. “Chega a ser cruel”, declarou Roberta Miranda, questionando a lógica por trás desse tipo de engajamento. Ela não poupou críticas ao fenômeno: “Rick ganhou 1 milhão de seguidores porque morreu. Isso não faz sentido algum”.
O chamado para valorizar em vida
Na mesma publicação, conforme relatado pelo Portal Leo Dias, Roberta Miranda fez um apelo que toca numa questão sensível do meio artístico. “Valorizem as pessoas em vida! Todo mundo tem algo bom para falar de você, só estão esperando você morrer para postar”, completou a sertaneja.
A fala de Roberta Miranda ressoa como uma crítica velada ao que muitos chamam de “luto de rede social” — aquele momento em que perfis que ignoravam ou não acompanhavam um artista de repente explodem em curtidas quando há uma perda. É um comportamento que ela, como integrante da música sertaneja há décadas, provavelmente testemunhou mais de uma vez.
O contexto do acidente
Rick era integrante da dupla sertaneja Rick e Renner e estava entre as cinco vítimas de um acidente de helicóptero que ocorreu na Serra Catarinense. O trágico evento movimentou as redes sociais de forma intensa, gerando desde homenagens genuínas até aquele engajamento pós-morte que incomodou Roberta Miranda.
A reação da cantora, ainda que focada no fenômeno digital, traz à tona uma discussão importante sobre como a indústria musical e o público lidam com perdas. Enquanto homenagens são naturais e esperadas, o crescimento artificial de métricas levanta questões sobre autenticidade e timing do reconhecimento.
Roberta Miranda segue como uma voz crítica e reflexiva no cenário sertanejo, usando sua plataforma não apenas para música, mas para questionar comportamentos que ela julga inadequados — neste caso, a falta de valorização genuína enquanto os artistas ainda estão vivos.