Nicki Minaj abordou uma das teorias da conspiração mais persistentes da indústria musical numa entrevista ao Bryce Crawford Podcast. Questionada diretamente pelo apresentador sobre a existência do Illuminati, a rapper de 42 anos não ofereceu uma resposta definitiva, mas deixou a porta aberta para a possibilidade.
Uma resposta ambígua sobre a conspiração
Quando perguntada se o Illuminati existe, Minaj optou pela cautela. “Minha situação, eu sinto que é muito pessoal. Sinto que definitivamente há um grupo de pessoas que tornou as coisas muito difíceis para mim, mas não sei se são o Illuminati. Não sei o que eles são”, declarou. Embora evite confirmar a teoria da conspiração, ela reconhece a existência de uma força organizada contra sua carreira.
Quando questionada se poderia tratar-se de uma “guerra espiritual”, Minaj foi categórica: “Absolutamente”. No entanto, esclareceu que não vê isso como uma conspiração global coordenada. “Nunca encarei como se fosse uma sociedade secreta inteira contra mim. Mas quem sabe, pode ser”, ressalvou.
De otimista a cética: a mudança de perspectiva
A rapper revelou como sua visão sobre a indústria musical evoluiu — ou se deteriorou, dependendo do ponto de vista. No início de sua carreira, Minaj tinha esperança genuína no ambiente: “No começo, foi muito divertido. Achei que todo mundo torcia um pelo outro e queria que todos vencessem”.
Essa ingenuidade não durou. Com o tempo, ela começou a notar um padrão que descreveu como punição e controle. “Comecei a perceber que as pessoas são muito vingativas nessa indústria. Se você não dá dinheiro a uma pessoa específica, elas não querem que você ganhe dinheiro com ninguém”, afirmou.
A lógica de posse sobre artistas
O ponto central da reclamação de Minaj gira em torno do que ela chama de “propriedade” dos artistas por pessoas influentes da indústria. Segundo ela, executivos e figuras poderosas tratam talentos como ativos que podem controlar, e punem aqueles que não seguem suas regras ou que não os enriquecem.
“Começou a parecer que todos queriam reivindicar seres humanos como se fossem propriedade e, se você não seguia as regras deles ou não colocava dinheiro no bolso deles, eles tentavam ativamente impedir que você ganhasse dinheiro para sustentar sua família e prosperar na indústria que você ama”, explicou.
Essa constatação marcou um ponto de inflexão na mentalidade de Minaj sobre sua carreira. “Foi quando uma luz diferente se acendeu na minha cabeça”, ressaltou.
Despreparada para a batalha
Minaj encerrou seu relato com um tom de arrependimento por não ter compreendido mais cedo a verdadeira natureza do ambiente em que trabalharia. Ela usou uma metáfora poderosa para descrever sua situação: “Fui mal equipada para o que estava pela frente e ninguém me avisou — tive que descobrir quando cheguei lá”.
A comparação que a rapper fez foi dirета: ela se sentiu como se tivesse “levado uma faca para uma briga de armas”, sugerindo uma desigualdade dramática entre sua preparação ingênua e a realidade cutthroat da indústria musical.
Embora Minaj não tenha fornecido nomes ou exemplos específicos de quem trabalhou contra ela, suas declarações reforçam uma narrativa que circula há anos entre artistas: a de que a indústria da música funciona, em muitos aspectos, como um sistema de controle e punição para aqueles que desafiam as estruturas de poder existentes.
Fonte: Rolling Stone Brasil