O incômodo do queixo duplo e o impacto da tecnologia
A perda de definição na linha da mandíbula é uma das queixas mais frequentes em clínicas dermatológicas e consultórios de estética. O chamado queixo duplo, ou papada, pode aparecer por envelhecimento, genética ou variações de peso — e, mais recentemente, ganhou um novo vilão: o tal do Tech Neck. Segundo o TV Foco, o uso constante de smartphones, tablets e notebooks, que força o pescoço a se inclinar para baixo, dobra a pressão sobre a musculatura local e acelera a flacidez, causando papada até em pessoas jovens e magras.
Avanço das técnicas não invasivas
Se antes a lipoaspiração era praticamente a única saída para eliminar a papada, hoje a harmonização facial e a cosmetologia trouxeram métodos de alta performance, com rápida recuperação e sem bisturi. O TV Foco listou cinco técnicas recomendadas por especialistas, que têm conquistado o público de celebridades e influenciadores em busca de resultados naturais e discretos.
1. Ácido deoxicólico: gordura sob controle
A aplicação de ácido deoxicólico é indicada para quem sofre com acúmulo de gordura localizada, mas não apresenta flacidez significativa. Trata-se de uma substância sintética que replica uma molécula produzida pelo próprio organismo para absorver lipídios. O procedimento, feito com microagulhas, destrói as células de gordura na região submentoniana e o corpo elimina o excedente pelo sistema linfático. Normalmente, são necessárias de duas a cinco sessões mensais. O paciente pode esperar um leve inchaço local, que desaparece em poucos dias.
2. Ultrassom microfocado: combate gordura e flacidez
O ultrassom microfocado utiliza equipamentos modernos que emitem ondas ultrassônicas capazes de atravessar a pele e agir nas camadas mais profundas. O calor gerado estimula pontos de microcoagulação, promovendo uma contração imediata do tecido e incentivando a produção de colágeno por até seis meses. O método é indicado para tratar tanto gordura quanto flacidez moderada. Uma ou duas sessões por ano costumam ser suficientes e não há necessidade de afastamento das atividades diárias.
3. Radiofrequência de alta potência: estímulo ao colágeno
Em casos em que o problema é principalmente a flacidez provocada pelo envelhecimento, a radiofrequência de alta potência entra em cena. O procedimento aquece a derme profunda de forma controlada, contraindo fibras de colágeno existentes e estimulando a formação de novas estruturas de sustentação. Além disso, melhora o fluxo sanguíneo local. O tratamento é indolor, com apenas uma vermelhidão passageira, e os resultados aparecem gradualmente ao longo de seis a dez sessões semanais.
4. Fios de sustentação: efeito lifting sem bisturi
Quando a flacidez é acentuada e o contorno do pescoço está comprometido, os fios de PDO (polidioxanona) são a aposta dos especialistas. Esses microfios, totalmente absorvíveis e biocompatíveis, são inseridos sob a pele com cânulas finas. Eles promovem um lifting imediato por tração física e, enquanto são absorvidos, estimulam a produção de colágeno pelo organismo. O efeito dura entre 12 e 18 meses, podendo deixar hematomas discretos por até cinco dias.
5. Ginástica facial e drenagem linfática: prevenção e complemento
Além dos procedimentos feitos em consultório, a prática diária de exercícios específicos para fortalecer a musculatura do pescoço e manobras suaves de drenagem linfática manual ajudam a acelerar a eliminação de líquidos e melhorar o tônus da pele. Segundo o TV Foco, o ideal é combinar a ginástica com outros tratamentos, sempre sob orientação de um dermatologista ou cirurgião plástico, que vai definir se a origem do problema é gordurosa ou tecidual.
Personalização é a chave
Cada caso pede uma avaliação individualizada e um protocolo ajustado às necessidades do paciente. O avanço das técnicas não invasivas e o alerta para hábitos modernos, como o Tech Neck, mostram que é possível conquistar um perfil facial mais definido sem recorrer à cirurgia, surpreendendo quem acompanha de perto as transformações das celebridades.
Fonte: TV Foco