A disputa pela herança de Chadwick Boseman ganhou novos capítulos nesta semana. Segundo o Hugo Gloss, Taylor Simone Ledward, viúva do ator de “Pantera Negra”, reagiu à tentativa dos irmãos Derrick e Kevin Boseman de retirá-la do comando dos bens e classificou a iniciativa como uma “manobra de relações públicas” para prejudicar sua imagem.
Documentos revelam atritos desde 2020
Documentos obtidos pelo TMZ mostram que os atritos entre a família e Simone começaram poucas semanas após a morte do ator, em agosto de 2020. Os irmãos pediram à Justiça que ela seja substituída pelo advogado Jason Rubin na administração do espólio.
Em sua resposta, Simone alegou não haver motivos para seu afastamento e afirmou ter cumprido todas as suas obrigações desde que assumiu a função. A viúva também citou repasses feitos aos pais de Chadwick, Carolyn e Leroy Boseman, ao longo dos últimos anos.
Gastos próprios com a família
Simone ainda afirmou ter destinado cerca de US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,6 milhão) de seu próprio dinheiro aos filhos de Derrick, sobrinhos de Chadwick. Segundo ela, a decisão foi tomada por saber que o marido desejava que sua família fosse amparada após sua morte.
Caso seja afastada, Simone também se opõe à indicação de Jason Rubin para substituí-la. A viúva mencionou a existência de “alegações graves” envolvendo o advogado em outros processos e defendeu que sejam consideradas e investigadas antes de uma possível nomeação.
Correspondências tensas desde dezembro de 2020
Em uma carta de 16 de novembro de 2020, advogados dos pais e irmãos de Chadwick solicitaram que Simone autorizasse o acesso aos prontuários médicos do ator e que aparelhos eletrônicos fossem copiados digitalmente. A família também pediu documentos referentes às contas bancárias de Chadwick.
A resposta veio em 1º de dezembro de 2020. O advogado de Simone criticou o tom adotado pela família, afirmando que “a natureza repentinamente equivocada e agressiva” da correspondência era uma decepção para sua cliente. Segundo a defesa, Simone vinha tentando compartilhar informações com os familiares e incluí-los voluntariamente em projetos para preservar o legado de Chadwick.
Questionamentos sobre autópsia e medicação
Em agosto de 2021, representantes dos irmãos voltaram a questionar Simone. De acordo com a correspondência obtida pelo TMZ, os familiares explicaram que o pedido pelos registros médicos estava relacionado às circunstâncias em que Chadwick foi encontrado no quarto no dia de sua morte.
A carta também mencionava que os irmãos haviam defendido a realização de uma autópsia, à qual Simone teria inicialmente resistido por considerar que o corpo do marido já havia passado por sofrimento suficiente. Uma autópsia foi realizada em 1º de setembro de 2020 e, segundo a correspondência, apresentou resultados que levantaram dúvidas sobre o tratamento médico recebido pelo ator.
O documento citava especificamente a presença de hidromorfona, um opioide de alta potência utilizado no tratamento de dores, no organismo de Chadwick. A concentração encontrada foi classificada pelos irmãos como “extremamente preocupante”.
Busca por orientações sobre patrimônio
Os irmãos também buscavam possíveis gravações deixadas por Chadwick com orientações sobre seu patrimônio. Segundo a carta, eles acreditavam na existência de um registro em que o ator teria manifestado o desejo de que 90% dos valores residuais recebidos por seus filmes fossem divididos igualmente entre os pais e os dois irmãos.
Em setembro de 2021, a defesa de Simone voltou a reagir. O advogado criticou o timing da nova correspondência, que chegou poucos dias antes do aniversário de um ano da morte do ator, e acusou os representantes da família de não demonstrarem sensibilidade diante do período de luto vivido pela viúva.
Chadwick Boseman morreu em agosto de 2020, aos 43 anos, após enfrentar um câncer de cólon. O ator ficou conhecido mundialmente por interpretar o Pantera Negra no Universo Cinematográfico Marvel.
Fonte: Hugo Gloss