A disputa judicial em torno dos bens pessoais de Amy Winehouse terminou com uma derrota pesada para Mitch Winehouse. O Tribunal Superior de Londres condenou o pai da icônica cantora a pagar £950 mil (aproximadamente R$ 6,5 milhões) a duas amigas íntimas da artista na quarta-feira (29 de julho).
O processo e o leilão contestado
Mitch Winehouse moveu ação judicial tentando contestar um grande leilão de objetos pessoais de Amy realizado entre 2021 e 2023. O evento foi organizado pela ex-estilista da cantora, Naomi Parry, e pela amiga Catriona Gourlay, arrecadando aproximadamente R$ 7,7 milhões com a venda de 155 itens do acervo pessoal de Amy.
Os objetos leiloados incluíam desde itens do dia a dia — sapatilhas de balé, maquiagens — até peças de valor agregado, como uma bolsa da grife Armani e vestidos que a cantora usou em vida. A venda ganhou bastante repercussão à época por se tratar de bens de uma das maiores vozes do século XXI.
Crítica da juíza ao patriarca
De acordo com reportagem do Portal Leo Dias, a juíza criticou duramente a postura de Mitch Winehouse durante o julgamento, questionando sua intenção de lucrar com a herança da filha. A decisão reflete o entendimento do tribunal de que o leilão foi conduzido de forma legítima pelas amigas de Amy, que agiram dentro de seus direitos.
A condenação representa não apenas uma derrota legal, mas também uma reprimenda judicial explícita contra a tentativa do patriarca de se beneficiar financeiramente dos bens pessoais de Amy após sua morte em 2011.
Contexto da disputa
Amy Winehouse faleceu há mais de uma década, deixando um legado musical incomparável. Naomi Parry e Catriona Gourlay, que mantinham relações próximas com a artista, organizaram o leilão como forma de homenagear e manter viva a memória de Amy, permitindo que fãs e colecionadores tivessem acesso a peças que marcaram sua vida e carreira.
A ação de Mitch contra as amigas pela venda dos itens foi entendida pelo tribunal como uma tentativa infundada de apropriação de bens que não lhe pertenciam exclusivamente, considerando a natureza pessoal dos objetos e os direitos das amigas em preservar e compartilhar aquela memória.
Com essa decisão, o tribunal britânico deixa claro que a memória de Amy Winehouse e seus pertences pessoais permanecem sob a proteção daqueles que realmente a conheceram e conviveram com ela, não de quem tentava lucrar posteriormente com seu legado.