Marcus Vinicius, viúvo da influenciadora Marta Oliveira, usou as redes sociais para se defender de críticas que o acusam de explorar a morte da esposa na produção de conteúdo. Marta morreu em 18 de agosto, aos 33 anos, após complicações decorrentes de uma cirurgia plástica. Desde então, Marcus tem enfrentado questionamentos sobre manter sua atividade como criador de conteúdo digital.
A defesa do viúvo
Em seu desabafo, Marcus deixou claro que não interrompeu seu trabalho na internet por necessidade financeira. “Estou trabalhando, porque, se já está difícil, imagina se a minha carreira acaba e eu não tenho dinheiro para cuidar dos três, porque éramos Marta e eu, e essa sempre foi nossa profissão”, afirmou, segundo reportagem do Metrópoles.
O influenciador ressaltou que sua trajetória nas redes sociais é anterior à morte de Marta. Ele acumulava 400 mil seguidores antes do falecimento da esposa e faz questão de reforçar que a produção de conteúdo sempre foi parte de sua rotina profissional. “Quem me acompanha aqui sabe que eu tinha lá meus 400 mil seguidores. Eu preciso pagar as contas, eu preciso seguir a vida, eu preciso pagar a mensalidade da escola deles, eu preciso pagar o plano de saúde deles”, contou Marcus.
Negando exploração
Marcus também rebateu especificamente a acusação de estar criando conteúdo “em cima da morte da mulher”. “Eu não estou criando conteúdo em cima de nada, não. Estou criando conteúdo que sempre foi o que eu criei, que foi do meu dia a dia”, declarou o influenciador.
Apesar de manter sua atividade profissional nas plataformas digitais, Marcus reconheceu o peso do luto que carrega. O viúvo descreveu como concilia o trabalho com o sofrimento da perda: “Infelizmente, com muita dor no coração, o meu dia a dia é esse. É sofrimento, é choro. Eu choro aqui, falo lá e vou lá rir para eles”.
Circunstâncias da morte
Marta Oliveira, que acumulava mais de 235 mil seguidores no Instagram e compartilhava conteúdos sobre maternidade e rotina familiar, recebeu alta hospitalar em 13 de agosto. No entanto, precisou retornar à unidade de saúde no dia seguinte, após passar mal em casa. As complicações pós-operatórias levaram ao seu falecimento em 18 de agosto.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte. De acordo com o órgão, o procedimento tramita em sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional.
Fonte: Metrópoles