Márcio Chaer, diretor executivo e fundador da revista Consultor Jurídico (Conjur), morreu na tarde de sábado, 3 de outubro, após sofrer um infarto enquanto perseguia um assaltante no centro de São Paulo. Segundo relatos, o jornalista havia acabado de ter seu carro roubado próximo à região da estação Armênia quando correu atrás do criminoso e passou mal durante a ação.
Uma voz crítica na cobertura jurídica
A morte de Chaer repercutiu imediatamente entre personalidades políticas e da mídia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nota de pesar destacando a trajetória do jornalista. “Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça”, escreveu Lula, mencionando especificamente o posicionamento crítico de Chaer durante a Operação Lava Jato. Segundo o presidente, o jornalista “não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações então cometidos” naquele período.
Os últimos momentos
Conforme reportagem do Portal Leo Dias, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Chaer passa mal ao correr atrás do ladrão no centro de São Paulo. O incidente aconteceu poucos instantes depois que o criminoso havia roubado o veículo do jornalista.
A Conjur, fundada por Chaer, é uma das principais publicações especializadas em cobertura jurídica do Brasil. A revista ganhou destaque nacional particularmente durante a cobertura da Lava Jato, quando ofereceu análises críticas sobre aspectos legais da operação, diferenciando-se de parte da cobertura mainstream que predominava na época.
Legado na imprensa jurídica
A morte do jornalista marca o fim de uma trajetória dedicada ao jornalismo investigativo e especializado. Aos 71 anos, Chaer deixa a Conjur como uma instituição consolidada no cenário da imprensa brasileira, particularmente entre profissionais do direito, acadêmicos e formadores de opinião no campo jurídico.