O rompimento e a auditoria que mudou tudo
Tini Stoessel rompeu a parceria profissional com o pai, Alejandro Stoessel, após uma auditoria privada levantar suspeitas sobre a gestão de sua fortuna estimada em US$ 70 milhões (aproximadamente R$ 362 milhões). De acordo com reportagem do jornal argentino Diario MDZ, divulgada pelo Hugo Gloss, a cantora descobriu que empresas ligadas à sua carreira estariam registradas em nome do pai e do irmão, Francisco Stoessel, na Argentina e no exterior.
O levantamento foi solicitado pela própria Tini após episódios que despertaram desconfiança sobre sua situação financeira. A investigação identificou uma rede de empresas nas quais a artista não apareceria como sócia, acionista, proprietária ou funcionária, configurando um cenário onde ela não tinha controle formal sobre seus bens.
Os episódios que geraram desconfiança
Um dos momentos que levantou suspeitas ocorreu durante uma viagem à Europa, quando Tini tentou comprar uma bolsa avaliada em cerca de € 2.500 (aproximadamente R$ 15 mil), mas teve o cartão recusado. Descobriu posteriormente que o limite disponível era de apenas € 2 mil e que a restrição havia sido estabelecida pelo pai.
Outro episódio envolveu uma tentativa de compra de casa ao lado do companheiro, o jogador argentino Rodrigo De Paul. Conforme os relatos divulgados pela imprensa local, o pedido também foi negado, reforçando as desconfianças da cantora sobre o controle de seus recursos.
Os números da turnê e o desequilíbrio financeiro
De acordo com fontes próximas à cantora, a turnê Futttura movimentou aproximadamente US$ 43 milhões. Tini, porém, teria recebido cerca de US$ 300 mil em cachês diretos, enquanto o restante dos valores permanecia sob administração de empresas ligadas ao pai e ao irmão. A auditoria também apontou que a artista assinou diversos documentos ao longo dos anos sem ter plena compreensão das consequências jurídicas dos contratos, colocando direitos relacionados ao patrimônio e carreira sob estruturas empresariais nas quais ela não tinha participação formal.
O relacionamento com Rodrigo De Paul como catalisador
Segundo a imprensa argentina, o relacionamento de Tini com Rodrigo De Paul contribuiu para intensificar as desconfianças. O casal planejava se casar em dezembro, e Alejandro teria pressionado a filha a assinar um acordo pré-nupcial com o jogador. A justificativa atribuída ao pai era a preocupação com a diferença patrimonial entre os dois. Ironicamente, conforme os relatos, Tini seria “mais rica do que ele”, embora o controle efetivo de boa parte desse patrimônio estivesse nas mãos de familiares.
O caso expõe questões delicadas sobre gestão patrimonial familiar e transparência financeira no ambiente artístico, levando Tini a questionar a forma como seus recursos eram administrados e resultando no término da relação profissional com o pai.