Rodrigo Hilbert abriu o jogo sobre um dos períodos mais turbulentos de sua carreira. Durante participação no podcast Zen Vergonha, apresentado por Fernanda Lima e divulgado esta semana, o artista relatou enfrentar sintomas de pânico e depressão quando trabalhava como ator na Rede Globo, incluindo um apagão ao volante ao sair do Projac.
O peso das oportunidades certas no momento errado
Segundo Hugo Gloss, Rodrigo ressaltou que passou anos seguindo oportunidades profissionais sem questionar se realmente desejava aquelas carreiras. “Eu fui muito em cima do que a vida me proporcionou e fui agarrando as oportunidades, tentando fazer da melhor forma. Então, eu fui modelo, não sei se eu queria ser. Eu fui ator, não sei se eu queria ser”, declarou.
Durante dez anos como ator na Globo em novelas, Hilbert enfrentou uma crise emocional silenciosa. “Quando eu fui ator, trabalhei por 10 anos na Rede Globo fazendo novelas. Eu passei por um momento difícil de pânico, depressão, sem entender muito os sentimentos que eu estava sentindo. Não sabia botar pra fora”, compartilhou.
Quando a recusa vira aceitação
O apresentador lembrou que naquela época evitava até práticas simples de cuidado com a saúde mental. Fernanda Lima, sua esposa desde 2001, oferecia yoga e meditação como ferramentas, mas ele resistia. “Eu lembro que você me convidava para fazer yoga, e eu tinha pânico de parar pra pensar, meditar, fazer yoga. Foi muito difícil para mim”, reconheceu na conversa.
O ponto de virada veio de um episódio aparentemente trivial. Rodrigo saiu do Projac com um carro pequeno e sofreu um acidente leve, batendo na traseira de outro veículo. “Olhei para mim e falei: Cara, como é que eu bati esse carro? Eu tive um apagão e bati o carro na traseira de outro carro. Foi super simples, eu só encostei e senti uma palpitação no peito e não estava me sentindo bem”, descreveu o momento de clareza.
A pergunta que mudou tudo
Após o acidente, Rodrigo finalmente se abriu aos conselhos de Fernanda sobre práticas de autoconhecimento. “Foi nesse momento que comecei a encarar a yoga um pouco mais de frente, porque você me ajudou muito nisso e me colocou para respirar, pra entender, conhecer e me escutar. Mas foi nesse momento também que eu percebi que não estava feliz no que eu estava fazendo, que não queria fazer aquilo”, refletiu.
O conselho decisivo de Fernanda foi direto e transformador. Quando Rodrigo pediu ajuda à esposa, ela questionou: “Por que você não faz o que você gosta?”. Ele retrucou perguntando o que gostava, e a resposta veio simples: “Você gosta de cozinhar. Por que você não vai cozinhar?”.
A sugestão pegou. Desde 2013, Rodrigo comanda o Tempero de Família, na GNT, mergulhado em um trabalho que finalmente o realiza profissionalmente. O depoimento emocionado mostra como uma crise pessoal séria, tratada com apoio genuíno, redirecionou completamente a trajetória do apresentador para um caminho de satisfação e autenticidade.