Roberto Müller, o cantor e compositor conhecido como Pingo de Ouro, faleceu nesta quinta-feira (24 de setembro) aos 89 anos, no Recife. O artista, que ganhou o apelido carinhoso durante suas participações em programas de televisão, deixa um legado profundo na música brasileira após seis décadas de carreira dedicadas ao gênero romântico.
Uma voz que atravessou gerações
Filho de Piracuruca, no Piauí, Roberto Müller se tornou ídolo da música nordestina e levou o nome de sua cidade natal por todo o Brasil. Ao longo de sua trajetória, o artista gravou mais de 80 discos, consolidando-se como uma figura importante da música popular brasileira. Sua voz inconfundível marcou época e embalou gerações de fãs que acompanharam sua evolução como intérprete e compositor.
A projeção nacional veio especialmente através de suas apresentações em programas de televisão, onde conquistou espaço em estúdios e corações de telespectadores. Segundo o Metrópoles, o músico enfrentou complicações de saúde nos últimos anos de vida, incluindo um acidente cardiovascular quatro anos antes de seu falecimento.
Os últimos anos e a causa da morte
Roberto Müller faleceu vítima de pneumonia, após enfrentar sequelas de um AVC que o acompanhou desde 2022. As complicações de saúde marcaram o encerramento de uma longa jornada artística que atravessou décadas, mas não apagaram a importância de sua contribuição para a música brasileira.
A Prefeitura Municipal de Piracuruca divulgou nota de pesar destacando a importância do artista. “Orgulho de nossa terra, o filho de Piracuruca levou o nome de nossa cidade a todo o país com sua voz inconfundível e grandes sucessos que embalaram o Brasil. Sua trajetória brilhante deixa uma marca indelível na cultura e na música popular brasileira”, afirmou o comunicado oficial.
Legado que permanece
Com mais de oito décadas de vida e seis de carreira musical, Roberto Müller deixa um acervo respeitável para gerações futuras de músicos e apreciadores de música romântica brasileira. Sua contribuição transcende números de discos ou apresentações: está na memória afetiva de quem cresceu ouvindo suas composições e interpretações que marcaram época.
O desaparecimento do Pingo de Ouro representa a perda de um elo importante com a história da música popular nordestina e brasileira, um período em que artistas como ele construíram carreiras sólidas e respeitosas, ganhando projeção nacional sem abandonar as raízes regionais.