Hino brasileiro vence ranking do The Athletic
O The Athletic, seção esportiva do The New York Times, publicou ranking elaborado pelo jornalista Tim Spiers avaliando os 48 hinos nacionais da Copa do Mundo 2026, e o Brasil conquistou o primeiro lugar. A análise não se limitou a aspectos técnicos: Spiers reconheceu que alguns hinos são composições medianas que ganham força pela paixão dos torcedores — caso de Estados Unidos e Escócia — enquanto outros são verdadeiras obras-primas musicais. Alguns, confessou o jornalista, servem apenas como intervalo para uma ida à geladeira ou ao banheiro antes do jogo.
O diferencial brasileiro: 28 segundos que definem uma identidade
Ao comentar a escolha do Brasil para o topo, Spiers destacou a introdução orquestral de 28 segundos do hino como grande diferencial em relação aos demais. Esse trecho instrumental tornou-se historicamente parte da identidade sonora do futebol brasileiro nos estádios, carregando peso e reconhecimento que transcende gerações de torcedores. A composição, com letra de Joaquim Osório Duque-Estrada e melodia atribuída a Francisco Manuel da Silva, é uma das mais antigas ainda em uso entre as nações do torneio. Sua extensão e complexidade musical pesaram positivamente na avaliação do jornalista, que viu nela não apenas um hino, mas um elemento central da cultura futebolística nacional.
França e Portugal no pódio
Completando o pódio, a França ficou em segundo lugar com La Marseillaise, um dos hinos mais reconhecíveis e historicamente carregados do mundo. Portugal conquistou a terceira posição com A Portuguesa. Colômbia e Escócia fecham o top 5, enquanto Equador, Argentina, Egito, Uruguai e Bósnia e Herzegovina completam as dez primeiras posições. A presença de Argentina no top 10 reforça como composições com profundidade musical conseguem se destacar mesmo em um universo tão amplo de representações nacionais.
Inglaterra sofre na avaliação
Na outra ponta do ranking, a Inglaterra recebeu a pior avaliação entre todas as 48 seleções, ficando atrás até mesmo de Jordânia e Espanha. Alemanha, Nova Zelândia, Áustria, Catar, Holanda, Croácia e Gana também aparecem na parte mais baixa da lista, formando um grupo que, segundo o critério de Spiers, carece da força melódica ou do impacto emocional dos hinos melhor avaliados.
Os 10 melhores e piores, segundo o NYT
Top 10: Brasil, França, Portugal, Colômbia, Escócia, Equador, Argentina, Egito, Uruguai e Bósnia e Herzegovina.
Últimas posições: Gana, Croácia, Holanda, Catar, Áustria, Nova Zelândia, Alemanha, Espanha, Jordânia e Inglaterra.
O ranking do The Athletic evidencia como a identidade sonora de um país no futebol vai além de torcidas apaixonadas — ela emerge de escolhas composicionais deliberadas, de complexidade melódica e, no caso brasileiro, de uma introdução que se tornou tão icônica quanto a bandeira verde-amarela nos estádios do mundo.