Neymar Jr. não pisou no gramado na vitória do Santos sobre o Atlético-MG, na quarta-feira (9 de setembro), pela Copa Sul-Americana, mas conseguiu ser protagonista mesmo assim. Acompanhando a partida de um dos camarotes da Vila Belmiro, o atacante protagonizou trocas de provocações com torcedores atleticanos — um episódio que gerou repercussão e motivou o craque a se explicar no dia seguinte.
A explicação de Neymar sobre o bate-boca
Em conversa após o duelo, Neymar defendeu sua atitude argumentando que a rivalidade faz parte do futebol. O jogador ressaltou que acompanhou mentalmente toda a trajetória de jogos importantes até chegar ao estádio, refletindo sobre como clássicos e confrontos classificatórios sempre carregaram consigo provocações naturais do esporte.
“Estava no caminho de casa e vim pensando, até chegar aqui, em como eram os jogos importantes, os clássicos, os jogos classificatórios, onde existia rivalidade e tudo mais, a provocação”, começou o jogador em sua explicação.
Rivalidade versus violência
Neymar deixou claro um ponto importante em sua defesa: ele diferencia a provocação saudável da rivalidade da violência e da agressão física. Para o atacante, é aceitável que haja trocas de palavras entre jogadores e torcidas em momentos de confronto — desde que isso não ultrapasse uma linha que envolva agressões ou desrespeito grave.
A postura do craque reflete como ele vê o futebol: um esporte onde a tensão, a competição e até certo ponto a provocação são elementos esperados, mas sempre dentro de certos limites éticos.
Ausência por lesão
A razão pela qual Neymar acompanhou a partida de camarote e não entrou em campo foi uma lesão que o manteve fora da escalação. Mesmo afastado do gramado, sua presença causou impacto, o que demonstra como o jogador consegue manter o foco e o envolvimento emocional com a competição mesmo quando impedido de atuar.
O Santos conquistou a vitória no confronto pela Copa Sul-Americana, e agora Neymar trabalha para se recuperar da lesão e retornar aos gramados em breve.