O influenciador Caio Fiori, que ficou conhecido por compartilhar conteúdo sobre a rotina de seu avó, enfrenta onda de críticas nas redes sociais após divulgar sua campanha a deputado estadual utilizando vídeos do Vovô Anésio. O problema: o veterano morreu em junho deste ano, aos 88 anos.
Vídeos do falecido em campanha eleitoral
Segundo reportagem do Metrópoles, Caio divulga sua candidatura a deputado estadual pedindo votos ao público através de vídeos antigos do avó. A estratégia gerou reações imediatas em plataformas como X (antigo Twitter), onde usuários questionaram a postura do influenciador.
Internautas apontaram a possibilidade de utilização de inteligência artificial na produção do material. “O Caio está fazendo deepfake do avô morto para pedir voto. Absurdo o TSE não derrubar essa candidatura”, comentou um usuário na rede social. Outro seguidor foi mais direto: “Isso é nojento. Querer uma boquinha na política usando o avô falecido”.
Trajetória do influenciador
Caio Fiori construiu popularidade nas redes sociais a partir do perfil @caioeovovoanesio, dedicado exclusivamente a conteúdos envolvendo seu avó. Vovô Anésio, que faleceu aos 88 anos, ganhou seguidores através da dinâmica entre gerações que o influenciador apresentava em seus vídeos e fotos compartilhadas na plataforma.
A morte do veterano, anunciada em junho de 2026, marcou o fim de uma trajetória pública que perdurou através do trabalho de seu neto nas redes sociais. Curiosamente, conforme publicado pelo Metrópoles, o próprio Vovô Anésio havia deixado um vídeo avisando sobre sua morte iminente.
Reações e questionamentos
A utilização de imagens do falecido para fins eleitorais despertou preocupação entre seguidores quanto à autenticidade do material. As críticas se concentraram não apenas na possível manipulação tecnológica, mas também na ética de usar a imagem de um parente morto para angariar votos e visibilidade política.
A estratégia de campanha levanta questões sobre os limites do uso de conteúdo pessoal e familiar para fins políticos, especialmente quando envolve pessoas falecidas. A Justiça Eleitoral ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso no momento desta publicação.