Nanda Costa abriu o coração sobre como ela e a cantora Lan Lanh organizam a guarda compartilhada das filhas gêmeas Kim e Tiê, de 4 anos. Segundo a publicação da CARAS, as duas ficaram juntas por 12 anos, oficializaram a união em 2019 e anunciaram a separação em fevereiro de 2026.
A mudança para Salvador e a prioridade na maternidade
Antes da separação, Nanda decidiu deixar o Rio de Janeiro e se mudar para Salvador com o objetivo de priorizar a maternidade. Durante dois anos, a atriz reduziu drasticamente o ritmo de trabalho para acompanhar de perto o crescimento das filhas. A decisão representou um risco profissional: “Era um risco porque não sabia o que ia acontecer com a minha carreira quando você sai do eixo Rio-São Paulo”, relembrou.
Apesar da incerteza, Nanda avaliou positivamente o período em Salvador. “Para as meninas foi muito importante, trabalhei menos. Era uma vida mais rica e mais barata. Não precisava ficar terceirizando os cuidados com elas”, explicou. A mudança permitiu que ela acompanhasse a escola, as rotinas e os momentos cotidianos das filhas de forma mais presente.
O retorno ao trabalho e os desafios de conciliar carreira e maternidade
Com o tempo, porém, Nanda percebeu que precisava voltar a investir em projetos de maior duração. “Teve um momento em que senti falta do protagonismo da minha própria vida, não só ser mãe”, confessou a atriz. Durante sua permanência em Salvador, ela continuou aceitando trabalhos pontuais e participações especiais, mas sentia a necessidade de desafios profissionais mais consistentes.
Um exemplo dessa transição foi quando Nanda se ausentou por dois meses para participar de um filme. Para conseguir assumir o trabalho, contou com o apoio da família: “Minha mãe foi para lá e tinha a mãe da Lan, que mora em Salvador, e ficavam com a Lan também”, detalhou.
A dinâmica da guarda compartilhada após o retorno ao Rio
Com o surgimento de novos projetos profissionais, Nanda decidiu voltar a morar no Rio de Janeiro. A mudança também contou com o apoio de Lan Lanh, que sentia falta da cidade e reorganizou sua rotina profissional para acompanhar as filhas. Agora, as duas mantêm uma dinâmica de apoio na criação das meninas.
“A gente está organizando a agenda. Ela está fazendo uma turnê com o Nando Reis. Temos uma guarda compartilhada e sempre nos apoiamos muito para ser o melhor para as meninas. Quando ela pega um projeto, eu seguro, quando sou eu, ela segura”, explicou Nanda. Essa organização permite que ambas avancem em suas carreiras sem deixar as filhas sem cuidado.
Reflexão sobre culpa maternal e privilégio
Ao falar sobre a experiência de conciliar os cuidados com as filhas e a carreira, Nanda refletiu sobre um sentimento comum entre mães: “Quando nasce a mãe, nasce a culpa; se vai dar conta. Dá tudo certo, apesar de ser extremamente difícil, e falo de um lugar de privilégio por ter um suporte. Divido a maternidade com a Lan. Tem muita coisa que colabora para que eu possa trabalhar tranquilamente”.
A atriz reconhece que sua situação conta com estrutura que nem todas as famílias possuem, mas destaca o papel fundamental de Lan Lanh como parceira na criação das gêmeas, transformando o fim do relacionamento amoroso em uma continuidade de respeito e colaboração na parentalidade.