Primeira viagem sem Lito Sousa: Mila Seidl expõe o peso do luto
Mila Seidl, empresária e viúva do influenciador Lito Sousa, abriu o coração em uma série de vídeos publicados nos Stories do Instagram neste último sábado (10). Desde a morte do marido, em 1º de outubro, ela enfrenta o desafio de reorganizar a rotina com o filho, Malone, de 7 anos, e relatou a dificuldade de lidar com a primeira viagem da família após a perda.
Segundo Mila, a decisão de viajar para Houston, nos Estados Unidos, onde tem familiares, veio como uma tentativa de buscar um pouco de alívio fora do ambiente que compartilhou com Lito. “Estou aqui parada, sem conseguir arrumar a mala, meio paralisada, sabe? É como se eu não pudesse fazer esse resgate. É uma coisa estranha que passa na cabeça. Estou indo pelo meu filho”, desabafou.
O desconforto das perguntas e o apoio imaginado de Lito
Além do luto, Mila comentou sobre o incômodo que sente ao ser questionada sobre como está se sentindo. “Tem aquele riso amarelo, às vezes eu tento desviar, porque não tem o que responder. Se não está bem, também é chato falar ‘não estou bem’”, explicou.
Ainda assim, a empresária revelou que busca forças pensando em como Lito agiria diante da situação. “Tenho vivido sempre pensando no que o Lito ia falar para mim. O que ele iria me dizer em determinadas situações que estou passando. E eu conheço ele, sei que ele falaria: ‘Não, é para você ir com nosso filho, com certeza’. Porque eu consigo imaginar o jeito que ele fala, o tom, os gestos”, relatou. Para ela, o marido a incentivaria a seguir em frente e retornar fortalecida dessa experiência: “Vocês têm que voltar fortes. É o que ele me falaria. Mas vou falar que ir para um aeroporto, entrar num avião… Dureza, hein? Não sei como vai ser.”
Planos para o futuro: projeto social e busca por significado
Durante o desabafo, Mila também compartilhou suas reflexões sobre o futuro, tanto pessoal quanto profissional. A empresária revelou que pensa em criar um projeto social para amparar pessoas que passam por situações semelhantes à sua, mas que têm menos recursos. “Tenho pensado muito na possibilidade de criar um instituto, sabe? De alguma forma ajudar outras pessoas que passaram ou vão passar pelo que eu passei, só que com menos recursos”, contou.
Segundo ela, a ideia ainda está em fase embrionária, mas surge do desejo de transformar a dor em algo que possa beneficiar outras famílias. “Quero tentar fazer da minha dor alguma coisa de útil para as pessoas. Deve ter algum propósito, algum significado nisso tudo. Mas são só ideias ainda, pequenas, embrionárias”, afirmou.
Buscando respostas e enfrentando o luto
No processo de lidar com a perda, Mila revelou que tem buscado respostas em diferentes correntes religiosas e filosóficas, tentando compreender o que acontece após a morte. “Acho que, no dia em que eu tiver certeza de que, mesmo que eu morra com 90 anos, daqui a 40 anos vou encontrar com ele, isso vai me dar uma tranquilidade. Por enquanto, estou muito insegura sobre o que acontece depois, onde ele está, como é”, confessou.
Ela também adiantou que, quando estiver emocionalmente pronta, pretende esclarecer questões sobre medicamentos e as circunstâncias que antecederam a morte do marido, para evitar especulações. “Quero falar, explicar melhor sobre essa história do remédio, porque não quero deixar nenhum fio solto, margem para as pessoas falarem coisas que não são verdadeiras. Preciso explicar melhor o que realmente aconteceu, como aconteceu, para não ter teorias que não são verdadeiras”, declarou.
O legado de Lito Sousa e a necessidade de seguir
Lito Sousa, conhecido por seu conteúdo sobre aviação e carreira de mais de 36 anos no setor, morreu em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica rara e progressiva. Para Mila, sair de casa neste momento é um passo fundamental para tentar seguir em frente: “Acho que o passo mais importante agora é eu ir, sair disso aqui, porque isso aqui tem Lito em tudo quanto é lugar. Não consegui tirar as coisinhas de onde ele colocou. Preciso sair um pouco daqui”, disse.
A viagem para Houston, além de reencontro familiar, deve servir como um espaço para repensar o futuro, buscar alguma paz e, quem sabe, encontrar novas formas de dar sentido à ausência e à dor.
Fonte: Hugo Gloss