Menos de dois meses após sua estreia em 24 de abril, Michael entrou para a história do cinema como a maior bilheteria de uma cinebiografia sobre um músico. O filme dirigido por Antoine Fuqua, que conta com Jaafar Jackson (sobrinho do cantor) no papel principal, arrecadou US$ 911,9 milhões mundialmente, superando Bohemian Rhapsody (2018), conforme reportado pela Pitchfork.
Um feito inédito no cinema musical
O resultado é ainda mais surpreendente quando consideramos que ambas as produções tiveram o mesmo responsável: o produtor Graham King. A jornada de Michael até o topo foi repleta de quebras de recorde. O filme conquistou o maior fim de semana de abertura global jamais registrado para uma cinebiografia musical, além de se consolidar como o segundo filme de maior bilheteria de 2026 até o momento — perdendo apenas para The Super Mario Galaxy Movie, produção conjunta da Universal, Illumination e Nintendo.
Quando se trata de biografias em geral, Michael ocupa a segunda posição, atrás apenas de Oppenheimer (2025), obra-prima de Christopher Nolan. Os números falam por si e revelam a força magnetizante que a figura de Michael Jackson continua exercendo sobre o público global, mesmo décadas após seu falecimento.
O caminho tortuoso até a tela
A trajetória do filme até sua estreia não foi simples. Aprovado pela Jackson Estate, Michael foi originalmente planejado para ser lançado em 2025, mas precisou ser adiado. A razão? Uma cláusula específica em um acordo com Jordan Chandler, que acusou Jackson de abuso sexual em 1993. O contrato do estúdio com a herança do rei do pop continha uma estipulação que proibia qualquer menção ou representação de Chandler em futuras produções cinematográficas.
O impacto dessa exigência foi significativo. O terceiro ato original do filme se concentrava justamente nas acusações de Chandler, e a necessidade de reescrever e regravações dessa seção final — que agora acompanha Jackson enquanto se prepara para uma turnê solo monumental em apoio ao álbum Bad (1987) — custou entre US$ 10 e US$ 15 milhões ao orçamento da produção.
Michael Jackson segue fascinando as telas
O sucesso avassalador de Michael evidencia um fenômeno interessante no cinema contemporâneo: a capacidade duradoura das histórias de vida de artistas consagrados em atrair públicos massivos. Enquanto as cinebiografias musicais se tornaram um gênero cada vez mais popular em Hollywood, poucos conseguem alcançar o calibre de arrecadação que Michael e Bohemian Rhapsody atingiram.
O desempenho da produção não apenas reafirma o legado do artista, mas também comprova que histórias bem contadas sobre figuras culturais icônicas continuam sendo propostas irrecusáveis para cinéfilos e fãs espalhados pelos cinco continentes. Com esses números, Michael Jackson não apenas permanece eternamente vivo na memória coletiva — ele agora ocupa um lugar permanente e indiscutível nos registros de ouro de Hollywood.