O live-action de Moana chegou aos cinemas brasileiros e não conquistou a crítica internacional. Com 36% de aprovação no Rotten Tomatoes — o que representa 64% de rejeição — baseado em 111 avaliações, a adaptação da Disney enfrentou recepção bem abaixo do esperado para uma produção de tamanho orçamentário.
O que dizem os críticos
O consenso do agregador de críticas é claro: a nova versão é pouco inspiradora e uma empreitada bastante sem vida que consolida a animação original como a aventura superior. Segundo o Rolling Stone Brasil, a produção sofre especialmente por ser desnecessária e excessivamente fiel ao material de origem — justamente o tipo de abordagem que costuma frustrar críticos quando adaptações live-action não trazem nada de novo à mesa.
Há, contudo, um ponto positivo em meio aos números negativos. Catherine Laga’aia, a estreante que vive Moana, recebeu elogios da crítica. Os comentários destacam que ela “brilha no papel principal”, mesmo que o filme ao seu redor não corresponda às expectativas. É uma situação típica onde o desempenho do elenco fica ofuscado pela qualidade geral da produção.
O elenco e a trama
Além de Laga’aia no papel principal, Dwayne Johnson retorna como o semideus Maui, personagem que havia dublado na animação original. O elenco ainda reúne John Tui (Savage) como o Chefe Tui, pai de Moana; Frankie Adams (The Expanse) como Sina, mãe da heroína; e Rena Owen (Star Wars: Episódio II — Ataque dos Clones) como a avó Tala.
A história segue a adolescente Moana em sua jornada pela antiga Oceania, unindo-se ao lendário Maui em busca de uma ilha mítica. Ao longo do caminho, os personagens enfrentam criaturas marinhas, mundos submersos e uma rica herança cultural do Pacífico Sul.
O dilema do live-action
Este é um dos dilemas clássicos enfrentados pelos estúdios de cinema nos últimos anos. Enquanto algumas adaptações live-action de animações (como Aladdin, de 2019) conseguem funcionar comercialmente apesar de críticas mistas, outras simplesmente não encontram o equilíbrio entre homenagear o material original e oferecer algo novo. A crítica internacional parece ter visto em Moana uma produção que caiu na segunda categoria.
O filme original de 2016, dirigido por Ron Clements e John Musker, é considerado um clássico moderno da animação Disney — conquistou o público com sua abordagem refrescante de mitologia polinésia, personagens bem desenvolvidos e trilha sonora memorável. Replicar esse sucesso em formato live-action provou ser uma tarefa bem mais desafiadora do que imaginado.
E o futuro da franquia?
Apesar dos números decepcionantes da crítica, Dwayne Johnson já confirmou a existência de Moana 3, indicando que a franquia continua sendo um ativo valioso para a Disney, independentemente da recepção dessa adaptação live-action. O ator revelou que o projeto “vai levar um tempo”, sugerindo que a prioridade agora talvez seja avaliar os resultados de bilheteria deste filme antes de prosseguir com novas produções.
A Disney segue seu caminho com suas adaptações live-action, acumulando sucessos e fracassos críticos ao longo do caminho. Moana live-action, ao menos por enquanto, se insere na coluna dos títulos que não convenceram os críticos, mesmo que a performance individual de sua protagonista tenha recebido créditos pelo esforço.