Lito Sousa, youtuber e piloto conhecido por seus conteúdos sobre aviação, faleceu nesta quinta-feira (1º de outubro) aos 59 anos. A morte foi confirmada nas redes sociais por Mila Seidl, sua esposa, que informou que ele estava enfrentando a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurodegenerativa rara.
A homenagem publicada por Mila nas redes sociais é marcada pela ternura e reconhecimento da trajetória do marido. “Um grande abraço e até o próximo voo. Foi uma honra ter viajado com você. Te amo. Sempre”, escreveu ela em um dos trechos da mensagem, referenciando a paixão de Lito pela aviação.
Uma vida dedicada aos céus e à comunidade
A empresária descreveu detalhes da vida de Lito para além da persona pública que construiu durante mais de 15 anos nas redes sociais. Segundo reportagem do Hugo Gloss, Mila ressaltou que conheceu “o Lito pai do Malone”, “meu marido, o filho de Terezinha e Sebastião”, e “o ser humano mais íntegro que eu já conheci”.
Nascido no Rio Grande do Norte e criado em Santos, Lito conquistou milhares de seguidores ao usar a expressão marca registrada “Saudações aeronáuticas, tudo bem com vocês?” em seus vídeos. Mila enfatizou que ele deixou um legado de segurança para seus acompanhadores: “O Brasil inteiro te ama, porque você deixou gente mais segura para seguir viagem”.
A metáfora da despedida
Na continuação de sua homenagem, Mila usou alegorias sobre viagens e voos para processar a perda. “Somos passageiros na vida e também nos aviões. Passamos por lugares, por experiências, por pessoas. Vivemos entre pontos de partida e de chegada”, disse ela, conectando o universo de Lito com a despedida definitiva.
Ela também deixou uma mensagem que imaginava ser o conselho final do marido: “Não chores pela minha partida. Olhe para o céu como procuras um avião. Ao olhar, eu vou estar lá”.
O tratamento experimental
Nos últimos meses, Lito estava recebendo uma medicação experimental para combater a doença de Creutzfeldt-Jakob. Conforme informou a fonte, a substância foi administrada em caráter excepcional por uso compassivo e ainda estava em fase pré-clínica, sem eficácia comprovada.
O medicamento foi trazido ao Brasil em 14 de setembro, depois que familiares e amigos se uniram na tentativa de encontrar uma alternativa que pudesse frear a progressão da enfermidade. Lito Sousa foi a primeira pessoa no mundo a receber esse tratamento.
A importação e uso foram autorizados pela Anvisa em 4 de setembro. A decisão considerou a evolução rápida e irreversível da doença, além da ausência de patrocinador ou representante responsável pelo medicamento no Brasil. O tratamento ocorreu no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.