Leandra Leal e um momento único na maternidade
Leandra Leal abriu o coração em entrevista ao videocast Desculpa Alguma Coisa, apresentado por Tati Bernardi, ao relembrar um episódio que marcou sua vida. Durante a conversa, a atriz relatou que sentiu a presença do pai, Júlio Brás, falecido quando ela tinha apenas 12 anos, no exato momento em que recebeu a notícia de que seria mãe de Júlia, sua filha adotiva.
Leandra descreveu o instante com detalhes: ela estava deitada em uma rede que pertenceu ao pai — e que ainda carrega o nome dos dois bordado — quando o telefone tocou anunciando a chegada da filha. “Quando tocou o telefone, comecei a chorar imediatamente. Foi muito doido isso. Estava deitada em uma rede que meu pai me deu, e que tem bordado o nome dele e o meu. Quando tocou o telefone, imediatamente comecei a falar: ‘Aconteceu alguma coisa’, [veio] um sentimento”, contou a atriz.
A coincidência entre a ligação e o fato de estar na rede deixou a experiência ainda mais significativa para Leandra. “Quando entendi que era ela, senti muito a presença dele, por estar nessa rede e ter acontecido nesse momento. Foi lindo”, declarou, visivelmente emocionada.
Reflexões sobre adoção e a vontade de ampliar a família
Leandra não escondeu o desejo de repetir a experiência da adoção. “Gostaria de adotar de novo, porque realmente seria muito emocionante”, afirmou durante o bate-papo. Ela também falou sobre o impacto transformador da chegada de Júlia em sua vida e como a maternidade trouxe novos sentidos para sua trajetória pessoal e profissional.
Além de Júlia, Leandra é mãe de Damião, seu segundo filho, fruto de uma gravidez que ela diz ter aproveitado intensamente. “Amei [a gravidez do segundo filho, Damião]. Só não gosto de fazer esporte radical, mas gosto de sentir coisas, experimentar coisas, curto isso”, revelou.
Desafios da maternidade e o papel de mãe de menina
No mesmo papo, Leandra refletiu sobre os desafios de criar uma filha em um mundo que impõe cobranças constantes às mulheres. “Uma menina, uma mulher, se amar e estar satisfeita com ela mesma é um ato de resistência, de rebeldia. [É] ser contra esse sistema, porque toda a sociedade é muito estruturada para que a gente não esteja satisfeita com a gente profissionalmente, esteticamente, tudo. A exigência que a gente tem de dar conta de diferentes universos que uma mulher tem que gerir é uma loucura”, analisou.
Ela ressaltou a importância de ensinar à filha o valor do autocuidado e da autoestima, reconhecendo o peso das pressões sociais. Para Leandra, é fundamental que Júlia aprenda a se amar e a reconhecer o próprio valor desde cedo.
O equilíbrio entre proteção e autonomia
Com Júlia entrando na pré-adolescência, Leandra também falou sobre o desafio de equilibrar o apoio materno com o respeito à autonomia da filha. “Sinto que dou muita ferramenta para ela, mas existe também, e isso é muito difícil na maternidade, você entender o que não pode fazer pelo outro. E ela está na pré-adolescência, vivendo esse momento em que o outro fica muito importante e o social também. É difícil esse lugar, tem que deixar e entender. Dou ferramenta para ela, sou uma boa bússola, mas o caminho é dela”, avaliou.
O relato de Leandra Leal não só emociona como também joga luz sobre as nuances da maternidade, especialmente para quem vivencia processos de adoção e lida com memórias afetivas profundas.
Para assistir ao trecho da entrevista e conferir o relato completo, acesse a matéria original no Hugo Gloss.
Fonte: Hugo Gloss