Kristen Stewart não poupa elogios ao falar sobre Flesh of the Gods, seu novo projeto no universo do terror. Em entrevista à edição francesa da revista Vogue, a atriz descreve a experiência de trabalhar ao lado de Wagner Moura como um “pesadelo magnífico” e revela detalhes sobre um processo de filmagem que ultrapassou as expectativas iniciais.
Uma colaboração orgânica
Segundo Stewart, o roteiro foi apenas o ponto de partida para algo muito mais profundo. “Partimos do roteiro, depois as gravações se transformaram em uma criação totalmente orgânica, em que nossas sensibilidades se entrelaçaram. Criamos uma espécie de pesadelo magnífico juntos”, declarou a atriz sobre sua parceria com Wagner Moura e o restante da equipe.
Para a estrela de Spencer, essa abordagem colaborativa resultou em um trabalho que transcendeu o documento escrito. A dinâmica entre elenco e direção — sob o comando de Panos Cosmatos, conhecido pelo filme cult Mandy — permitiu que o filme ganhasse vida própria durante as gravações.
Um retorno ao universo vampírico com novo significado
Retornar ao gênero que a consagrou mundialmente com a saga Crepúsculo teve um significado especial para Stewart. Desta vez, porém, a abordagem é radicalmente diferente. Flesh of the Gods não busca o romantismo familiar da franquia que a tornou famosa, mas sim explorar questões mais profundas e perturbadoras.
A atriz menciona uma cena próxima ao final do filme como um ponto de virada em sua percepção sobre seu próprio trabalho como intérprete. “Há uma cena, perto do fim do filme, que talvez eu nunca pudesse viver se não tivessem me pedido para interpretá-la. É um presente incrível poder fingir viver alguma coisa… e descobrir que essa experiência acaba se tornando real para você”, afirmou.
Terror, transcendência e reflexão existencial
Stewart define o longa como uma reflexão profunda sobre o que significa estar vivo. A narrativa possui um tom melancólico e busca levar os personagens a uma experiência de transcendência, misturando terror, fantasia e drama de separação. Não é simplesmente um filme de vampiros no sentido tradicional, mas uma exploração da proximidade entre dor e prazer.
O filme acompanha Raoul (Wagner Moura) e Alex (Kristen Stewart), um casal que vive na Los Angeles dos anos 1980. Todas as noites, eles deixam seu luxuoso apartamento para mergulhar na agitada vida noturna da cidade, até encontrarem a misteriosa Nameless e seu grupo de seguidores. A partir daí, os protagonistas são levados a um universo marcado por vampiros, fantasia, violência, hedonismo e autodescoberta.
Produção de primeira linha
O roteiro foi escrito por Andrew Kevin Walker, autor de Se7en, a partir de um argumento desenvolvido em parceria com o diretor Panos Cosmatos. A produção é da A24, mesma distribuidora responsável por Guerra Civil, que também contou com Wagner Moura no elenco. Essa combinação de talentos por trás das câmeras promete um resultado de qualidade excepcional.
O impacto emocional da experiência
As filmagens foram encerradas no fim de junho, após passarem pelas Ilhas Canárias, na Espanha, e por Colônia, na Alemanha. Após o término das gravações, toda a equipe celebrou reunida, e aquele momento reforçou a paixão de Stewart pelo cinema.
“Estava cercada por 35 ou 40 pessoas que haviam se tornado meus melhores amigos em três meses, com uma sensação quase sagrada de amor e conexão”, disse a atriz. Essa conexão humana durante o processo de criação parece ter sido tão importante quanto o resultado final.
Stewart concluiu afirmando que a experiência renovou sua vontade de continuar fazendo filmes pelo resto da vida. Para uma atriz que já conquistou tanto, esse tipo de renovação criativa é rara e valiosa.
Expectativa de estreia
Flesh of the Gods ainda não teve sua data oficial de estreia anunciada, mas a expectativa é de que o longa chegue aos cinemas em 2027. Enquanto isso, a antecipação cresce entre fãs e crítica, curiosos para ver como Stewart e Wagner Moura se saem neste novo capítulo do cinema de horror de qualidade.
Fonte: Rolling Stone Brasil