Kátia D’Angelo conquistou o Brasil ainda jovem ao viver Toninha, a irmã ingênua e divertida de Nice (Susana Vieira), em Anjo Mau (1976). Com apenas 24 anos, a atriz se tornou um dos rostos marcantes da televisão brasileira nos anos 1970 e 1980. Hoje, aos 74 anos, ela vive longe dos holofotes, mas recentemente decidiu falar sobre um dos momentos mais dolorosos de sua vida: a morte do filho.
Uma carreira marcante interrompida
Além de Anjo Mau, Kátia integrou o elenco de produções como Pecado Rasgado e O Amor é Nosso. No cinema, protagonizou O Caso Cláudia e trabalhou ao lado de Claudio Marzo em Fulaninha. Sua última atuação como atriz na televisão aconteceu em 2010, no remake de Ti Ti Ti.
Em 2022, Kátia contou ao portal NaTelinha que havia trocado a rotina artística pela vida no interior do Rio de Janeiro. A atriz viveu durante oito anos em Paraty, onde encontrou outras formas de se manter ligada à arte, antes de partir em busca de novos caminhos.
A perda que mudou tudo
O drama pessoal que marcou a vida de Kátia ocorreu em 1997, quando seu filho mais velho, Roni, foi assassinado aos 26 anos. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada na época, Roni foi morto com mais de 15 tiros, e seu corpo foi encontrado na favela Vila Aliança, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Recentemente, a atriz relembrou o primogênito nas redes sociais em uma homenagem no aniversário dele: “Hoje tem festa do Roninho no céu. Te amo meu filho. A saudade não tem fim. Como você era lindo. Como você me faz falta. Que Deus te tenha e leve meu amor à você”, escreveu ao compartilhar uma foto antiga ao lado de Roni e do filho caçula, Thiago, hoje com 48 anos.
Reconstruindo a vida após a tragédia
Em entrevista ao Glamurama em 2017, duas décadas após a morte do filho, Kátia revelou detalhes sobre o sofrimento que enfrentava. “O Rony teve envolvimento com drogas, mas estava limpo havia mais de dois anos. Foram várias internações, não só pelas drogas, mas por causa da bipolaridade. Ele vivia nos extremos, e isso tudo era resolvido dentro de casa. Tentou me matar duas vezes, mas logo depois dizia que me amava. Nunca revelei isso numa entrevista”, contou.
A atriz também revelou que chegou a se atrasar para gravações por estar cuidando do filho. “Tinha medo do que pudesse acontecer com ele. Sabia que uma tragédia nos esperava”, declarou. Após a morte de Roni, Kátia afirmou que sua vida desabou: “Naquele momento, acabou tudo pra mim. Meu futuro, minha vida”.
Na época do luto, Kátia encontrou força passando a dar aulas de interpretação, ajudando a formar novos talentos e encontrando propósito além da dor. Essa busca por recomeço a levou posteriormente a deixar a capital e buscar a paz no interior do Rio, onde permaneceu durante anos antes de seguir para novos rumos. Hoje, a atriz mantém presença discreta nas redes sociais, compartilhando momentos que remetem àqueles que ama e que já se foram.
Fonte: CARAS Brasil