Jim Parsons fez uma confissão que surpreendeu fãs da série: durante o auge de sua carreira como Sheldon Cooper em The Big Bang Theory, ele não era feliz. Em entrevista ao programa All Out with Jon Dean, o ator abriu o jogo sobre como se sentia naquele período.
A infelicidade por trás do sucesso
Olhando para trás, Parsons reconheceu que estava infeliz em muitos aspectos apesar dos melhores momentos profissionais. “Olhando para trás agora, percebo que, em alguns dos melhores momentos da minha vida, eu estava infeliz em muitos aspectos. Eu não era feliz. Eu estava estressado”, afirmou o ator durante a conversa.
Embora o trabalho como protagonista da sitcom lhe tenha rendido prestígio, prêmios e reconhecimento internacional — incluindo um Globo de Ouro e quatro Emmy — Parsons enfatizou que não voltaria a viver aquela experiência. “Eu não faria isso de novo, nem por dinheiro nenhum. Foi estressante e desagradável, às vezes. Eu mesmo me fiz sofrer”, declarou.
Autocobrança excessiva e comportamento obsessivo
Quando questionado se tratava apenas de uma forte ética de trabalho, Parsons foi além e revelou aspectos mais profundos de seu sofrimento. “Em parte, isso se traduziu em uma ética de trabalho, mas, na verdade, era basicamente um comportamento obsessivo. Sim, eu era disciplinado. Sim, eu tinha uma boa ética de trabalho, mas muito disso se devia ao fato de ser uma espécie de TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo)”, explicou.
O ator descreveu como criava listas mentais de tarefas que acreditava precisar cumprir para se sentir confortável e garantir que faria bem seu trabalho. “Eu tinha basicamente uma lista de coisas na minha cabeça que precisava fazer para me sentir confortável e saber que conseguiria fazer meu trabalho direito, o que eu acho que não era verdade”, continuou Parsons.
A perspectiva depois de sete anos
Parsons estrelou The Big Bang Theory de 2007 a 2019, ao lado de Johnny Galecki, Kaley Cuoco, Simon Helberg, Kunal Nayyar, Melissa Rauch e Mayim Bialik. Ele decidiu não renovar o contrato após a 12ª temporada, levando a CBS e Warner Bros a cancelarem a série.
Atualmente, o ator está tentando ressignificar sua carreira e sua relação com a fama. “Está evoluindo e melhorando a cada dia. Sinto que [tudo] está melhor, sinto que está mais saudável. Não é algo que eu acho que qualquer pessoa conseguiria, mas certamente eu não estava preparado para isso, olhando para trás”, comentou.
Para Parsons, a fama apresenta desafios psicológicos peculiares. “É uma sensação estranha saber que as pessoas te reconhecem quando você entra em uma sala, mas você não as reconhece. Não estou reclamando. Estou apenas tendo a gentileza de admitir isso e analisar a situação com clareza”, justificou.
O peso de ser reconhecido por um papel
Outro aspecto que o impactou foi o fato de que a maioria das pessoas o conhece exclusivamente pelo personagem Sheldon, um papel que não interpreta há sete anos. “É ainda mais estranho pensar que a maioria das pessoas só o conhece como um personagem que faz parte de sua carreira, mas que não o interpreta há sete anos”, observou.
Quando questionado se tinha algum conselho para jovens que estão iniciando na carreira, Parsons foi honesto sobre suas limitações. “Honestamente, não sei. Da mesma forma, não posso voltar atrás. Eu não estaria onde estou agora se não tivesse vivido aquela época da minha vida, e essa natureza um tanto autocrítica fez parte disso. Então eu não sei o que dizer às pessoas”, admitiu.
Segundo o veículo Hugo Gloss, a entrevista completa pode ser assistida na íntegra no programa All Out with Jon Dean.
Fonte: Hugo Gloss