A cineasta Zelda Williams (37), filha do ator Robin Williams (1951-2014), foi às redes sociais para criticar um vídeo deepfake que usava a imagem computadorizada de seu pai para promover teorias da conspiração. A produtora não deixou passar em branco a tentativa de manipulação e disparou mensagens diretas contra quem criou o conteúdo.
IA ‘robótica e terrível’
Em publicação no Instagram Stories, Zelda alertou seus seguidores sobre o material falso em circulação. “Para aqueles que ainda estão sendo enganados por mentiras, aquele suposto vídeo privado do meu pai que me mostraram falando sobre conspirações é claramente IA, e nem sequer é uma muito convincente. Aquela voz é robótica e terrível!”, afirmou a diretora, criticando tanto a qualidade técnica quanto a intenção por trás da criação.
Mas a reação de Zelda não se limitou a apontar as falhas da tecnologia. Ela direcionou sua fúria aos responsáveis pela manipulação, deixando claro que a responsabilidade não recai apenas sobre a ferramenta. “Dito isso, um ser humano criou um robô para fazer isso, e para você eu digo: deixe-o fora dessa sua baboseira delirante e deixe-o descansar”, disparou na rede social.
Questionando a ética da manipulação
A cineasta foi além da crítica pessoal e levantou questões mais amplas sobre a manipulação de imagens de pessoas falecidas para fins políticos ou conspiracionistas. “Se você não consegue defender seu ponto de vista sem usar uma pessoa morta para torná-lo mais convincente, então me diga: quem está manipulando o público através da mídia agora?”, questionou, criando um paralelo irônico.
Zelda reforçou que a memória do pai merece respeito e que a morte não autoriza ninguém a utilizá-lo como ferramenta de disseminação de desinformação. “Só porque ele se foi não significa que agora é seu fantoche. Tenha um pouco de vergonha!”, exigiu ela.
Preocupação recorrente
Esta não é a primeira vez que a filha de Robin Williams se posiciona contra a recriação digital do pai. Conforme reportado pela CARAS Brasil, em outubro de 2023, durante os debates em Hollywood sobre os limites da tecnologia de IA, Zelda já havia classificado como “perturbador” o uso de ferramentas digitais para clonar a voz de seu pai. Na ocasião, ela ressaltou a ausência de consentimento e alertou para os riscos dessa prática não apenas sobre a memória de artistas falecidos, mas também sobre a carreira de profissionais ainda em atividade.
O episódio reacende a discussão sobre regulamentação de deepfakes e a proteção da imagem de pessoas públicas, vivas ou falecidas, em um momento em que a tecnologia de inteligência artificial avança rapidamente e se torna cada vez mais acessível para criadores de conteúdo.
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