O lar do Tremendão
Erasmo Carlos, um dos nomes mais emblemáticos da música brasileira, não apenas fez história nos palcos e estúdios, mas também levou parte dessa trajetória para dentro de casa. Antes de falecer, aos 81 anos, o cantor abriu as portas de sua mansão no Rio de Janeiro para o programa Gordo Visita, apresentado por João Gordo na MTV Brasil, e revelou um ambiente que era verdadeiro refúgio e repositório de memórias.
Ambientes que contam uma vida
A visita guiada por Erasmo começou pela sala principal, um espaço sofisticado com móveis de madeira, decoração que refletia seu estilo pessoal e um sofá estampado em tons de azul e verde. Um aquário com peixes dava vida ao ambiente, enquanto grandes janelas de vidro com acabamento preto integravam o espaço interno à área externa da casa.
Do lado de fora, o quintal exibia um gramado amplo, árvores e áreas destinadas ao descanso e à convivência, reforçando o aspecto acolhedor da residência. A natureza estava presente em cada canto: vasos e plantas espalhados tanto nos ambientes internos quanto externos, além de muros tomados por diferentes espécies vegetais.
Oásis de lazer e convivência
A mansão de Erasmo Carlos também contava com uma grande piscina e uma área equipada com mesa e cadeiras, perfeitas para refeições ao ar livre e encontros com amigos e familiares. A integração entre lazer e vegetação dava à casa um ar de retiro particular, onde o artista podia relaxar e receber convidados em meio à natureza.
A música como protagonista
Naturalmente, a música ocupava papel central no lar do Tremendão. Em um dos corredores, Erasmo exibia discos que marcaram sua trajetória, incluindo premiações e registros históricos de sua carreira, marcada principalmente pelo protagonismo na Jovem Guarda e pela parceria com Roberto Carlos. Equipamentos de som raros e outros itens ligados ao universo musical completavam a decoração e transformavam a casa numa extensão da própria obra do cantor.
O escritório da memória
No escritório, a ligação com a carreira era ainda mais evidente. Por lá, CDs, instrumentos musicais e uma coleção de discos de vinil dividiam espaço com lembranças acumuladas durante décadas de atividade artística. Cada objeto parecia carregar um capítulo da história de Erasmo, compondo um ambiente que ia além do simples espaço residencial: era um verdadeiro santuário de memórias.
Casa viva, história viva
O imóvel mostrado por Erasmo no programa não era apenas uma mansão, mas um espaço de convivência e resgate afetivo. Entre áreas de lazer, natureza e objetos ligados à música, o cantor mantinha próximas as principais lembranças de sua trajetória. A casa funcionava como um museu particular, onde cada ambiente contava um pedaço da história do Tremendão.
Erasmo Carlos faleceu em 22 de novembro de 2022, aos 81 anos, no Rio de Janeiro. Deixou não só uma obra rica e fundamental para a música popular brasileira, mas também um lar que testemunhou suas conquistas, parcerias e paixões — um espaço que, assim como ele, era repleto de alma, história e música.
Fonte: CARAS Brasil