O segredo estético da família real
Charles Spencer, irmão da princesa Diana, revelou em seu novo livro de memórias um episódio até então desconhecido sobre a família real britânica. Segundo reportagem do Hugo Gloss, Diana havia contado a Spencer que a rainha Elizabeth II cogitou fazer uma cirurgia plástica nas orelhas do rei Charles III quando ele ainda era jovem — especificamente, uma otoplastia, procedimento usado para reposicionar as orelhas.
O motivo? Provocações de colegas da escola e críticas da imprensa sobre a aparência do então príncipe. A rainha considerava a possibilidade de submeter o filho ao procedimento para livrar-se das piadas e comentários desabonadores sobre seus traços físicos.
Philip veta a ideia com estilo próprio
O plano, porém, encontrou resistência inesperada. O príncipe Philip, pai de Charles, não apenas impediu que a cirurgia fosse realizada como também deixou um recado bem particular sobre o que considerava uma tentativa fútil e vaidosa da rainha.
Segundo Spencer, Philip mandou operar uma das orelhas dos corgis da rainha — a atitude serviu como “uma espécie de lembrete permanente de um plano que o príncipe Philip considerava ridículo por sua delicadeza e vaidade”, conforme escreveu no livro.
Histórias de um menino desafiador
O episódio da otoplastia não foi o único relato que Diana compartilhou com o irmão sobre o passado de Charles. Spencer revelou que o príncipe havia confiado a Diana outras narrativas de sua infância e adolescência, demonstrando “um afeto profundo e sincero” entre os dois.
Uma delas ocorreu quando Charles tinha aproximadamente treze anos. Na ocasião, o jovem príncipe se recusou a usar um terno formal em uma festa para funcionários em uma das propriedades reais, optando em vez disso por um paletó esportivo e calças de veludo cotelê. A escolha, embora aparentemente simples, transformou-se em um momento tenso quando Philip percebeu o visual.
Segundo Diana, o príncipe Philip deixou a sala em silêncio, depois apontou para o filho e soltou “uma longa e estrondosa gargalhada de deboche”. Spencer interpretou a atitude do menino como “uma tentativa adolescente, apropriada para sua idade, embora moderada, de demonstrar um pouco de independência”.
A empatia que os uniu
Em seu livro, Spencer admitiu não ter certeza absoluta sobre a veracidade dessas histórias. No entanto, reconheceu seu impacto profundo no relacionamento entre Diana e Charles. Os relatos teriam alimentado um sentimento de empatia que a princesa desenvolveu pelo futuro rei — algo particularmente notável considerando que Charles era doze anos mais velho que ela.
“Evidentemente, elas fizeram com que ela sentisse uma profunda tristeza pelo príncipe Charles e, ao mesmo tempo, se tornasse ferozmente protetora em relação a ele”, escreveu Spencer. O conde reforçou que o amor de Diana por Charles era “não apenas amor verdadeiro, mas algo quase palpável” desde o início do relacionamento.
O casamento e o fim
Diana e Charles se casaram em 1981, mas a união não resistiu aos anos. O casal anunciou a separação em 1992 e finalizou o divórcio em 1996. A princesa faleceu um ano depois, em 1997, aos 36 anos, em um acidente de carro em Paris enquanto fugia da perseguição de paparazzis ao lado do namorado Dodi Al-Fayed. A colisão fatal ocorreu no túnel da Ponte de l’Alma.