Uma trajetória marcada pela determinação
Poliana Abritta, apresentadora do Fantástico, transformou sua história de dificuldade em engravidar numa narrativa inspiradora de realização. Mãe dos trigêmeos Manuela, José e Guido, nascidos quando tinha 33 anos, a jornalista consolidou carreira profissional enquanto construía uma grande família. Aos 51 anos, ela segue refletindo publicamente sobre essa jornada que mudou sua perspectiva de vida.
Os anos de tentativa e o diagnóstico inesperado
O caminho para a maternidade não foi direto. Casada jovem e sem evitar filhos, Poliana esperava engravidar naturalmente. Mas quando completou 28 e 29 anos sem conseguir, buscou investigar o motivo. Segundo entrevista à revista Pais Filhos, os primeiros exames realizados em Brasília não apontaram problemas aparentes. A virada veio quando procurou o médico Drauzio Varella, que orientou a busca por um especialista. Lá descobriu a endometriose, doença que afetava suas chances de gravidez natural.
Fertilização in vitro: quando três embriões vingaram
Após cirurgia para retirar a endometriose e novas tentativas naturais sem sucesso, Poliana optou pela fertilização in vitro. Durante o tratamento, transferiu três embriões — uma chance pequena de todos vingarem, mas que se concretizou. Engravidou dos trigêmeos, um momento que descreveu como a realização de um sonho muito desejado. “Ser mãe era o meu maior sonho”, declarou à publicação. Para ela, a conquista transcendeu o biológico: “Quando você consegue é uma dádiva, uma bênção”.
A rotina desafiadora dos primeiros meses
Criar trigêmeos simultaneamente trouxe desafios que Poliana não havia imaginado. Os filhos nasceram prematuros e precisavam ganhar peso, exigindo que fosse acordada a cada duas horas para amamentar. A apresentadora não conhece a experiência de ser mãe de um filho único — sua maternidade começou em triplo. “Eu não sei ser mãe de um filho só”, brincou em entrevista.
Os primeiros meses demandaram uma rede de apoio robusta: enfermeira noturna, mãe, irmã e comadre se revezavam para que pudesse descansar. Um sentimento comum entre mães de múltiplos nascimentos também a acompanhou: a culpa. Poliana imaginava conseguir cuidar individualmente de cada filho, como via em mães de um único bebê. A realidade exigiu aprender a distribuir atenção e a própria cobrança de forma diferente. Com o tempo, compreendeu que “vencer a culpa é uma questão de tempo”, e a adaptação aconteceu através de erros, acertos e construção de sintonia própria com os três.
Maternidade para além dos laços biológicos
A família de Poliana não se resume aos trigêmeos. Ela também construiu relação de afeto profundo com Pedro, filho de seu primeiro casamento. Em 2019, a Rede Globo destacou a relação entre Poliana e o enteado numa reportagem sobre participação da jornalista no programa Tamanho Família, descrevendo-a como “madrasta de coração”. Pedro carrega para a vida o amor, a afinidade e a confiança construídos com a apresentadora. Esse relacionamento evidencia que, para Poliana, maternidade também ultrapassa os laços biológicos, sendo construída pelo afeto e pela convivência.
Carreira e maternidade: uma escolha deliberada
Mesmo com os desafios que criar trigêmeos impõe, Poliana não abandonou sua carreira profissional. A decisão de manter-se atuante no Fantástico enquanto construía família reflete sua recusa em escolher entre ser jornalista ou mãe — optou por ser ambas. Essa trajetória pessoal e profissional moldou quem ela é hoje aos 51 anos: uma mulher que transformou dificuldades em força, desafios em aprendizados.