O Altas Horas deste sábado (19 de setembro) transformou-se num encontro geracional do rock brasileiro. Serginho Groisman reuniu no palco do programa nomes que marcaram épocas distintas: Sepultura, Luiz Caldas e Titãs, numa noite que passeou pela história e pelas influências do gênero.
Sepultura em turnê de despedida
A banda que completa 42 anos de carreira aproveitou o espaço para relembrar sua trajetória internacional e momentos marcantes. No repertório apresentado, clássicos que definiram gerações: “Arise”, “Against”, “Beyond the Dream” e “Convicted in Life”. Os integrantes ainda estão em sua turnê de despedida, o que tornou a apresentação ainda mais significativa para fãs do metal nacional.
Luiz Caldas e a influência do rock progressivo
Com mais de 50 anos de carreira, Luiz Caldas ganhou espaço para revistar sua trajetória e explorar uma faceta menos conhecida de seu trabalho: a influência do rock progressivo. O baiano dividiu o palco com Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, numa parceria que rendeu versões interessantes de “Primeiros Erros” e “Som dos Carrilhões”, além de “Yesterday” e “Changes”.
Conhecido como um dos precursores do axé, Caldas mostrou a versatilidade que marca sua carreira. Também apresentou “Epitáfio” ao lado dos Titãs, reforçando os elos entre gerações distintas do rock brasileiro.
Encontro de gerações no palco
O destaque da noite foi o encontro entre Sepultura e Titãs. As duas bandas, que mantêm amizade de longa data, dividiram o palco para interpretar “Polícia” — uma música que marcou tanto a trajetória do grupo de rock quanto ganhou uma versão significativa dentro do repertório do heavy metal nacional.
A escolha da canção não foi gratuita: ela simboliza a ponte entre dois momentos do rock brasileiro, unindo a geração que ajudou a consolidar o gênero nos anos 1980 com o metal que explodiria internacionalmente nas décadas seguintes.
Fonte: Portal Leo Dias