A reclusão final de uma ícone
Dolly Parton enfrentou seus últimos dias de forma deliberadamente privada. A lenda country, que faleceu aos 80 anos em 25 de agosto após complicações de um tratamento contra o câncer, havia estabelecido uma regra clara: ninguém poderia vê-la em seu estado frágil. Nem mesmo seus irmãos foram autorizados a chegar até seu leito de morte. Essa decisão revela tanto sobre a personalidade de Parton quanto sobre como desejava ser lembrada — e segundo informações do TMZ, apenas uma pessoa recebeu permissão para estar presente naquele momento.
Cheryl Riddle: a exceção que fazia sentido
A maquiadora e cabeleireira Cheryl Riddle foi a única pessoa autorizada a visitar Dolly nos últimos dias. A escolha não foi aleatória: as duas mantinham uma relação profissional de longa data. Riddle estava lá não apenas como visita, mas com um propósito específico. Parton havia decidido que desejava aparecer bem arrumada no velório, como sempre havia sido sua marca registrada, e confiou essa tarefa unicamente à profissional que conhecia há anos.
A decisão reflete a prioridade de Dolly: manter sua imagem pública intacta. Para alguém que construiu uma carreira visual tão marcante quanto sua voz, essa preocupação não surpreende. Ela queria que seu último encontro com o mundo fosse através de uma aparência impecável, não através de um estado de saúde comprometido.
O funeral discreto e a aparência serena
O funeral ocorreu em 28 de agosto no Woodlawn Memorial Park and Mausoleum, em Nashville, no Tennessee, reunindo apenas familiares e pessoas próximas. O caixão permaneceu aberto, e conforme relatos, Dolly estava bem apresentada e serena — exatamente como ela havia planejado. Cheryl Riddle garantiu que o cabelo e a maquiagem estivessem perfeitos, honrando o último desejo da cantora.
O sobrinho e o anúncio final
Houve uma segunda exceção na regra de isolamento de Dolly. Seu sobrinho Bryan Seaver, que trabalhava como chefe de segurança da cantora, foi autorizado a visitá-la um dia antes de sua morte. Nesse encontro, Parton manifestou pessoalmente o desejo de que ele anunciasse seu falecimento. Seaver gravou um discurso para a tia em seu estúdio, cumprindo esse último pedido da artista.
Controvérsias no pós-morte
Após a morte de Dolly, sua herança tornou-se alvo de disputa. Danny Nozell, empresário de longa data da cantora, entrou com um pedido de medida protetiva na Justiça contra Bryan Seaver, alegando ameaças vindas do sobrinho relacionadas a questões financeiras. Segundo o documento obtido pelo TMZ, Nozell acusa Seaver de usar sua experiência como contratado militar e acesso a armas para pressionar exigências financeiras.
Nozell afirma ter sido obrigado a demitir Seaver devido a seu comportamento ameaçador, após o qual o sobrinho teria iniciado uma campanha de intimidação semanas antes da morte da artista. Em mensagens anexadas à ação, Seaver teria dito que pretendia criar um podcast para destruir as parcerias de marca de Dolly. O sobrinho negou as acusações e afirmou que as mensagens foram retiradas de contexto, alegando que se tratava de conversas privadas agressivas durante um período de luto.
Uma despedida planejada
A forma como Dolly Parton organizou seus últimos dias — controlando quem a via, escolhendo cuidadosamente sua aparência final e designando quem anunciaria sua partida — resume bem a mulher que ela foi: uma profissional absolutamente consciente de sua imagem e legado. Nas últimas horas, ela exerceu o controle que pôde, garantindo que sua memória seria preservada exatamente como desejava.