O príncipe George está prestes a viver uma transição importante em sua vida. Após completar 13 anos, o filho mais velho do príncipe William e de Kate Middleton iniciará seus estudos no tradicional Eton College, um dos internatos mais prestigiados do Reino Unido, com previsão de começar em setembro.
A flexibilização da regra de celulares
A mudança mais significativa envolve algo que William e Kate mantêm sob controle rigoroso: o acesso à tecnologia. Os pais são conhecidos por uma criação discreta e nunca permitiram que George, a princesa Charlotte e o príncipe Louis tivessem smartphones próprios. No entanto, a rotina escolar no internato exigirá adaptações para facilitar a comunicação entre o jovem e a família.
Segundo especialistas em realeza britânica, George deverá receber um aparelho simples, voltado apenas para ligações e mensagens de texto, sem acesso irrestrito às redes sociais ou aos recursos encontrados nos smartphones modernos. Trata-se de uma concessão estratégica aos desafios práticos da vida em internato.
Uma tradição familiar no Eton College
A escolha reforça uma longa tradição da família real. O Eton College foi frequentado tanto pelo príncipe William quanto pelo príncipe Harry, e é reconhecido por formar líderes, políticos e membros da elite britânica. Embora Kate Middleton demonstrasse preferência pelo Marlborough College, onde estudou durante a adolescência, William defendia que o filho seguisse seus passos em Eton. A decisão foi confirmada para o novo ano letivo.
O papel do internato na formação de William
A expectativa é que George encontre no Eton College um ambiente semelhante ao vivido pelo pai durante seus anos de formação. Biógrafos da realeza apontam que a escola foi fundamental para oferecer estabilidade emocional a William durante um dos períodos mais delicados da monarquia britânica.
Foi enquanto estudava no internato que o então príncipe enfrentou a separação de seus pais, Charles e Diana, além de lidar anos depois com a morte da mãe. Longe da exposição constante da imprensa, William encontrou na instituição um ambiente de proteção e desenvolvimento pessoal — um precedente que pode ser reconfortante para George à medida que assume responsabilidades crescentes dentro da monarquia.
A entrada no Eton representa assim não apenas uma mudança educacional, mas um passo em direção à vida adulta do jovem príncipe, marcado pela quebra de uma das regras mais características da educação que seus pais estabeleceram para seus três filhos.