Os empresários e influenciadores Samara Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca na WePink, estão sendo investigados pela Polícia Civil de São Paulo. De acordo com reportagem publicada pela revista piauí, a investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o casal.
A origem da investigação
O inquérito foi aberto após decisão do delegado Renato Mazagão Junior, que determinou que Samara e Thiago se apresentem à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos. O principal alvo da ação, segundo a piauí, é Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC, viúva de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro.
A investigação busca esclarecer se Karen Mori utilizou dinheiro do tráfico de drogas para investir em negócios ligados ao setor da beleza, empreendimentos imobiliários e empresas de fachada.
O início da Pink Lash
Karen afirmou à revista que foi responsável pelo investimento inicial da Pink Lash, empresa que antecedeu a criação da WePink. Ela contou ter aplicado R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da marca, em 2017, com dinheiro obtido da venda de um carro do marido.
Ao ser questionada se a empresa nasceu com recursos de uma liderança do PCC, Karen respondeu que sim, mas explicou sua versão dos fatos: “Eu era uma cliente da Samara [Martins], ela fazia os meus cílios. E, em determinado momento, propus fazermos essa sociedade, sendo 50% para mim e 50% para eles”.
Esse relato foi utilizado pelo delegado para fundamentar a inclusão de Samara e Thiago no inquérito.
A transição para a WePink
Karen afirmou que conheceu Virginia Fonseca quando a influenciadora passou a frequentar a Pink Lash para fazer publicidade. “Eu acho que encontrei a Virginia algumas vezes. Em 2020, quando a Virginia se mudou para Goiânia, enviamos uma poltrona rosa de presente. Também pagávamos passagem de avião para a nossa melhor funcionária ir fazer os cílios dela”, recordou.
Sobre a criação da WePink, Karen declarou: “A Samara e o Stabile entraram com o marketing, a Virginia, com a divulgação dos produtos através de suas redes sociais, e o chinês, com o dinheiro”. Segundo ela, cada um teria 33,3% de participação na empresa.
A relação entre os sócios teria se deteriorado quando a WePink foi lançada. Karen afirmou ter recebido um ultimato: “Ou você vende a sua parte para a gente ou decretamos falência’. Eu fui usada de escada, me dispensaram quando os chineses apareceram”, declarou.
Investigação separada em nível federal
A piauí destacou ainda que Virginia Fonseca seria alvo de uma investigação separada conduzida pela Polícia Federal. Essa apuração examina a legalidade das operações financeiras da influenciadora e de suas empresas, a origem dos recursos movimentados e a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.
Posicionamentos
A revista piauí procurou a defesa do casal Samara e Thiago, mas não obteve resposta. O delegado responsável pelo caso reforçou que não comentaria uma investigação em andamento. Nas redes sociais, os dois continuam compartilhando sua rotina normalmente e não se pronunciaram sobre a situação.
Fonte: Hugo Gloss