Sandra Oh finalmente abriu o jogo sobre os bastidores de sua saída de Grey’s Anatomy após uma década no elenco. Em entrevista ao podcast Dinner’s On Me, a atriz desabafou sobre os motivos que a levaram a deixar a série médica em 2014 e explicou por que enxerga esse encerramento como algo positivo.
A conversa decisiva com Shonda Rhimes
De acordo com Sandra, a decisão de sair partiu dela mesma. Tudo começou quando Shonda Rhimes, criadora da série, a chamou para uma conversa particular durante as negociações de renovação contratual, entre as gravações da 8ª e 9ª temporadas. “Tive muita sorte. Primeiro, de construir relacionamentos e, com sorte, de as circunstâncias permitirem que, quando chegasse a hora [de sair], eu pudesse ir em bons termos”, revelou a atriz ao podcast.
Rhimes perguntou diretamente: o que Sandra queria fazer? A resposta veio após reflexão. “Senti que fiz meu trabalho direitinho. Eu realmente fiz o meu trabalho. Sinto que criei uma personagem completa”, avaliou, ressaltando que desenvolveu Cristina Yang de forma crível ao longo de uma década.
Um privilégio raro no cinema
O que torna essa saída especial, segundo Sandra, é a raridade de conseguir encerrar um ciclo de forma planejada e com apoio da produção. “O privilégio foi poder planejar uma saída. Todos os roteiristas tiveram a oportunidade de planejar para dar suporte a isso, e eu sei que é extremamente raro ter essa chance. Então, foi um verdadeiro presente”, destacou.
Na trama, a saída de Cristina Yang ganhou uma justificativa narrativa à altura: a médica recebeu uma proposta dos sonhos para administrar um hospital na Suíça, encerrando seu capítulo no Seattle Grace Hospital—depois renomeado Grey Sloan Memorial Hospital—de maneira coerente com o desenvolvimento do personagem.
Quase foi Miranda Bailey
Nem tudo correu como esperado desde o começo. Sandra revelou que, antes de conquistar o papel icônico de Cristina Yang, ela havia tentado outra personagem no piloto de Grey’s Anatomy. “Eu estava fazendo teste para o papel de Bailey, que era da Chandra Wilson”, contou.
Mas durante o processo de seleção, algo clicou. Sandra pediu para conhecer outras opções de personagem, e soube que Cristina ainda não havia sido escalada. “Aí eu pensei: É essa. Essa é a antagonista … pelo menos no piloto. Eu quero fazer esse papel”, explicou, reconhecendo a profundidade que o personagem oferecia mesmo nas primeiras gravações.
O caminho até Grey’s
O acesso a Grey’s Anatomy veio em um momento estratégico da carreira de Sandra. Antes de embarcar na série, ela havia tirado dois anos de folga para tentar carreira no cinema—uma aposta que não deu certo. “Fiz quatro filmes e trabalhei talvez três semanas. E foi como se eu pensasse: Isso não é suficiente para mim. Preciso trabalhar de verdade”, lamentou.
Um retorno possível?
Apesar de afirmar que seu ciclo em Grey’s Anatomy se encerrou, Sandra não fecha completamente a porta para um eventual retorno. Em março de 2025, ela conversou com a Entertainment Weekly sobre o tema e mudou seu discurso. “Durante muito tempo, a resposta sempre foi um não categórico. E agora é apenas eu não sei. Realmente não sei”, confessou.
A atriz ponderou: “Não sinto necessidade de revisitar essa história, mas também compreendo profundamente o amor do público por essa personagem”. Uma declaração que deixa a porta entreaberta, ainda que Sandra não demonstre pressa em retomar o papel que marcou sua carreira.