A despedida de um ícone do jornalismo acreano
O telejornalismo do Acre perdeu nesta quarta-feira, 14 de outubro, um de seus principais representantes. Ayres Rocha, jornalista e apresentador, morreu aos 62 anos em Rio Branco, após uma luta contra o câncer. Reconhecido por sua longa trajetória à frente do Jornal do Acre 2ª Edição (JAC2), da Rede Amazônica, Ayres construiu uma carreira marcada pela dedicação à notícia local e pela identificação com o público da região.
Retorno às origens e últimos dias em família
Segundo informações da CARAS Brasil, Ayres Rocha havia retornado a Rio Branco cerca de um mês antes de sua morte, após um período de tratamento em João Pessoa, na Paraíba. A decisão de voltar foi motivada pelo desejo de passar seus últimos dias próximo à família e à cidade natal. Sua irmã, Elaina Rocha, contou ao portal g1 que o jornalista “veio para cá porque ama a cidade dele, porque ele queria ficar perto da gente”.
Três décadas à frente do JAC2
Ayres iniciou sua trajetória na televisão em 1989, ainda enquanto atuava como bancário. Sua entrada no jornalismo ocorreu de forma inusitada: ele substituiu um apresentador esportivo e, a partir dessa experiência, passou a integrar o time de jornalismo da emissora. Em 1995, assumiu definitivamente o comando do Jornal do Acre 2ª Edição, posto que manteve por 30 anos, se tornando um dos rostos mais conhecidos do Acre e referência para gerações de jornalistas locais.
Reconhecimento nacional
Em 2019, Ayres Rocha ganhou projeção nacional ao participar de uma edição especial do Jornal Nacional, da TV Globo, em comemoração aos 50 anos do telejornal. Na ocasião, ele dividiu a bancada com Jéssica Senra, jornalista que representou a Bahia. A participação de Ayres no noticiário mais tradicional do país foi vista como um reconhecimento à sua trajetória e ao papel do jornalismo regional na formação da opinião pública.
Despedida e legado
O velório de Ayres Rocha foi marcado para as 10h desta quarta-feira, na Funerária São João Batista, em Rio Branco. A passagem de Ayres pelo telejornalismo acreano deixa um legado de profissionalismo, proximidade com o público e valorização das notícias locais. Sua história inspira colegas e novos profissionais, ao demonstrar que o jornalismo regional pode, sim, ter alcance e relevância nacional.
Homenagens e repercussão
A morte de Ayres Rocha repercutiu entre colegas de profissão e telespectadores, que destacaram sua postura ética e compromisso com a informação. Nas redes sociais, amigos e admiradores compartilharam lembranças de sua atuação e o carinho que sempre demonstrou pelo Acre e sua gente.
Fonte: CARAS Brasil