Tisha Campbell revela diagnóstico de autismo aos 57 anos
Tisha Campbell, atriz norte-americana eternizada no Brasil pelo papel de Jay Kyle em ‘Eu, a Patroa e as Crianças’, compartilhou publicamente que foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 57 anos. A revelação aconteceu durante uma entrevista ao programa de rádio ‘Way Up With Angela Yee’, conforme publicado pelo Portal Leo Dias.
Descoberta veio após publicação de livro sobre maternidade atípica
O diagnóstico de Tisha Campbell foi resultado de uma avaliação sugerida por sua terapeuta, após conversas sobre traumas e experiências pessoais. Curiosamente, a descoberta veio depois de ela escrever o livro ‘A Word: A Mother’s Journey Through Autism and Love’, onde relata sua vivência como mãe de Xen, seu filho mais velho, que também é autista. Por ter recebido o laudo após finalizar a obra, Tisha explicou que o próprio diagnóstico não chegou a ser incluído no livro: “Recebi o diagnóstico depois de escrever o livro, então essa parte nem está nele. Isso aconteceu este ano”, comentou a atriz.
Processo de autoconhecimento e compreensão de características
Segundo Tisha, o processo de investigação começou quando conversava com sua terapeuta sobre traumas antigos. A partir do acompanhamento psicológico, ela passou a reinterpretar certas características que a acompanharam ao longo da vida. “Tenho muita coisa acontecendo. A vida inteira, usei uma máscara em público, e essa máscara se escondia com meu jeito barulhento e minhas piadas. Era a minha maneira de me esconder à vista de todos”, relatou. Além do autismo, Tisha também revelou ter recebido diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Entre as características que passou a reconhecer em si após o diagnóstico está a sensibilidade a sons. Para lidar com ambientes muito estimulantes, Tisha contou que passou a usar fones de ouvido como estratégia para se proteger de estímulos sonoros excessivos.
Trajetória e impacto da revelação
Tisha Campbell ficou conhecida mundialmente pelo papel de Janet Kyle na série ‘Eu, a Patroa e as Crianças’, exibida entre 2001 e 2005. Ao lado de Damon Wayans, ela interpretou a matriarca da família Kyle, conquistando o público brasileiro e internacional. Além da atuação, Campbell construiu carreira como cantora e dubladora, mantendo-se ativa no entretenimento aos 57 anos.
Ao compartilhar sua experiência, Tisha emocionou fãs e reacendeu debates sobre o diagnóstico tardio do autismo, especialmente em mulheres. Sua fala também contribui para ampliar a compreensão sobre a diversidade do espectro autista e a importância do autoconhecimento em qualquer fase da vida.
Ativismo e representatividade
Além de sua trajetória artística, Tisha Campbell se destaca por abordar publicamente temas ligados à maternidade atípica e ao autismo, especialmente por conta do filho Xen. Agora, ao assumir também o diagnóstico em primeira pessoa, ela amplia ainda mais o alcance de sua voz, inspirando pessoas que vivem situações semelhantes e reforçando a necessidade de acolhimento e informação sobre o TEA.
Campbell segue compartilhando suas experiências nas redes sociais e em entrevistas, ajudando a dar visibilidade ao tema e mostrando que o processo de autodescoberta não tem idade. Sua postura transparente e aberta foi elogiada por fãs e por pessoas ligadas à causa do autismo.
Repercussão entre fãs e comunidade
A notícia do diagnóstico de Tisha Campbell gerou grande comoção entre fãs da série e pessoas da comunidade do autismo. Muitos destacaram a importância de figuras públicas compartilharem suas histórias, especialmente quando envolvem temas que ainda enfrentam estigmas ou desinformação. A atriz, por sua vez, reforça a mensagem de que buscar ajuda e compreender a si mesmo é fundamental, independentemente da idade ou do momento da vida.
Com uma carreira consolidada e uma nova perspectiva sobre sua própria trajetória, Tisha Campbell segue sendo referência não só na TV, mas também como voz ativa em discussões sobre inclusão e saúde mental.
Fonte: Portal Leo Dias