Justin Bieber foi destaque no show de intervalo da final da Copa do Mundo 2026, realizado no último domingo (19), durante o confronto entre Espanha e Argentina nos EUA. Segundo o Tenho Mais Discos Que Amigos, sua apresentação dividiu opiniões entre os espectadores, mas conquistou admiradores de peso no meio musical.
Uma performance minimalista que chamou atenção
Fugindo das grandes produções que marcaram boa parte de sua carreira, Bieber optou por uma abordagem intimista. O cantor canadense apresentou uma versão acústica de “Everything Hallelujah”, faixa de seu disco mais recente, Swag II (2025), onde explora forte influência gospel com temas de gratidão e fé. A escolha foi clara: apenas o artista, seu violão e a voz ao vivo, sem acompanhamento ou efeitos especiais.
Essa simplicidade rendeu elogios públicos de nomes respeitados do rock. Seán Ono Lennon, filho de John Lennon e Yoko Ono, não hesitou em expressar sua aprovação pelo Twitter: “Bieber sozinho, cantando ao vivo em um violão, sem acompanhamento. Respeito.” Para alguém da linhagem do criador de “Imagine”, o reconhecimento dessa autenticidade musical carrega peso especial.
Liam Gallagher aprova, mas não perdoa o resto
Liam Gallagher, vocalista do Oasis, também deixou seu voto a favor. Em sua conta no Twitter, escreveu de forma direta: “Justin é o cara”. Porém, o músico britânico voltou à rede social pouco depois para fazer críticas ao restante da atração. Descreveu o show de intervalo como “uma viagem ruim” e brincou: “Ainda bem que estou usando minhas meias espirituais, senão aquele show do intervalo poderia ter me levado ao limite.”
A observação de Gallagher sugere que, enquanto a performance de Bieber se destacou pela contenção, outras atrações do evento seguiram o padrão de grande produção — nem sempre ao gosto do roqueiro.
Um intervalo memorável com múltiplas atrações
A apresentação de Bieber fez parte de um show de intervalo robusto. Madonna abriu com uma nova versão de “Music” e “Danceteria”, de seu álbum Confessions II, chegando ao estádio em um carrinho de golfe conduzido por Ronaldo e Ronaldinho. O BTS fez participação breve com “Dynamite”, enquanto Jason Sudeikis apareceu caracterizado como Ted Lasso para introduzir Bieber.
Após o canadense, Shakira e Burna Boy apresentaram “Dai Dai”. O coral PS 22, formado por estudantes de uma escola pública de Staten Island, fechou a atração com “We Dance”, composição do Coldplay com Chris Martin.
A escolha artística de Bieber — despir a performance de artifícios para realçar a voz e a conexão emocional — provou ressoar entre críticos musicais estabelecidos, reforçando que autenticidade ainda encontra admiradores mesmo em palcos grandiosos como o de uma final de Copa do Mundo.