A Justiça da Argentina arquivou todas as acusações contra Rogelio Luis “Roger” Nores, amigo de Liam Payne, encerrando sua participação no processo que investiga a morte do cantor. A decisão, divulgada neste domingo (19), coloca um ponto final em quase dois anos de investigação contra o empresário.
O fim das acusações
Nores foi indiciado por homicídio culposo em novembro de 2024 e posteriormente respondeu também por acusação de fornecimento de drogas, segundo divulgado pelo New York Post. Os promotores argumentavam que ele atuava como anfitrião de Payne durante a viagem à Argentina, administrava parte de suas despesas e tinha conhecimento da dependência química do artista.
A investigação chegou a solicitar perícia no celular de Nores após encontrarem uma mensagem em que Liam pedia seis gramas de entorpecentes. Porém, os magistrados destacaram que o empresário nunca respondeu ao pedido, afastando qualquer indício de que tivesse concordado em fornecer drogas ao cantor.
Isenção de responsabilidade criminal
A Justiça concluiu que não existiam provas suficientes para responsabilizar Nores pelo suposto fornecimento de entorpecentes ou pela queda de Liam, que ocorreu em um hotel de Buenos Aires em outubro de 2024. Rafael Cúneo Libarona, advogado de Nores, afirmou que a decisão coloca um ponto final no caso: “Não há qualquer possibilidade de Nores ser novamente incluído no caso. O tribunal foi claro em sua decisão ao isentá-lo de qualquer responsabilidade criminal”.
O defensor ainda ressaltou que seu cliente nunca teve obrigação de cuidar de Liam ou lidar com sua dependência. “Roger nunca teve o dever de cuidar de Payne, muito menos de tratar seus vícios. Ele não era responsável por Liam. Ele era seu amigo, não seu médico, enfermeiro ou terapeuta”, concluiu.
Investigações continuam
Apesar da exclusão de Nores, as investigações no caso Liam Payne seguem em andamento. Kate Cassidy, namorada de Liam na época da morte, foi indicada pelos promotores como possível testemunha, mas a Justiça rejeitou o pedido por entender que não havia justificativa suficiente para convocá-la.
Já o garçom Braian Nahuel Paiz e o funcionário de hotel Ezequiel David Pereyra seguem respondendo à acusação de vender drogas ao artista. Segundo fontes, as partes negociam um acordo que pode evitar a realização de um julgamento. Se a negociação for concluída, a acusação poderá ser reclassificada para fornecimento gratuito de drogas, infração com pena máxima de seis meses.
A juíza Karina Andrade autorizou novas perícias em dez celulares e um pen drive apreendidos com Paiz e Pereyra. Os investigadores vão analisar mensagens de texto, conversas em redes sociais e históricos de navegação em busca de novas evidências que possam esclarecer a suposta venda de drogas a Payne.
Participação da família
Cheryl Cole, ex-companheira de Liam Payne e mãe de Bear, de 9 anos, figura no processo como representante dos interesses do filho do cantor e poderá ter participação decisiva na aprovação de um eventual acordo judicial. De acordo com os advogados da família, o único objetivo é preservar “a intimidade, a honra e a memória” do artista.