Aos 64 anos, Fátima Bernardes continua refletindo sobre um dos papéis mais importantes de sua vida: o de mãe. Em entrevista ao Gshow publicada em 2015, a apresentadora abriu o jogo sobre a criação de seus trigêmeos Laura, Vinícius e Beatriz e deixou claro como entendia a maternidade.
A mãe ‘linha-dura’ que não era tão rígida assim
Diferente do que o termo possa sugerir, Fátima não prega uma maternidade baseada apenas em rigidez. Ao contrário, ela explicou em entrevista ao Gshow que sua abordagem era mais matizada. “Não acredito que só uma mãe extremamente carinhosa e que nunca deu uma bronca funcione”, disse na época, quando os trigêmeos completavam 17 anos.
Para a jornalista, o ponto crucial era estar presente, manter limites e ser persistente—especialmente nos momentos em que o cansaço quer gritar hoje tudo bem. “Quando são menores e você está cansada, tem hora que dá vontade de desistir e dizer: ‘hoje tudo bem!’. Mas não dá para dizer hoje tudo bem quando tem que se estar ali, marcando presença, sendo persistente e insistente”, explicou.
O que Fátima defendia, portanto, era que estabelecer limites fazia parte da própria demonstração de cuidado—e não o contrário. À medida que os filhos cresceram, a necessidade dessa postura mais rígida diminuiu naturalmente.
Mesada aos oito anos: a lição do valor do dinheiro
Um dos detalhes mais curiosos da criação dos trigêmeos foi a introdução precoce de educação financeira. Laura, Vinícius e Beatriz começaram a receber mesada aos oito anos de idade—quantia que deveria cobrir seus próprios gastos com cinema, restaurantes e saídas de fim de semana.
“Recebem há muito tempo uma quantia para administrarem seus fins de semana, o cinema, uma saída ao restaurante. Eles começaram a entender o peso do dinheiro e a perceber que uma coisa muito pequeninha podia custar muito e uma coisa grande podia custar menos e que, às vezes, era preciso juntar vários meses para comprar algo”, revelou Fátima ao Gshow.
A estratégia tinha propósito claro: mostrar aos filhos que nem tudo precisava ser adquirido no impulso, e que guardar dinheiro para determinadas compras era parte importante da vida adulta. A própria história de vida de Fátima influenciava essa escolha. Criada no Méier, no Rio de Janeiro, ela não teve os mesmos recursos financeiros na infância que depois teria para oferecer aos filhos.
Sem excesso de presentes, mas sem privação
A educação financeira dos trigêmeos também se refletia em como Fátima lidava com presentes. Nenhum dos três tinha o hábito de fazer birra por querer algo na rua, e ela nunca associou a compra de presente para um amigo à obrigação de comprar para seus filhos também.
“Nenhum dos três foi uma criança que batia o pé porque queria alguma coisa na rua. Nunca associei a compra do presente para um amigo a ter que dar para a eles também. Nunca fiz isso. Não tive um monte de coisas e fui extremamente feliz. Nunca fiquei mal por conta disso”, contou à época.
Essa abordagem resume a filosofia de Fátima como mãe: oferecer aos filhos condições diferentes das que ela própria teve, mas sem vincular felicidade à quantidade de bens materiais. Uma lição que, ao que tudo indica, enraizou-se bem nos trigêmeos.
Os primeiros passos da maternidade
Antes de se tornar mãe dos trigêmeos nascidos em 1997, Fátima enfrentou um longo período de tentativas para engravidar. Foram aproximadamente três anos de espera, incluindo duas inseminações artificiais. “Não foi tão rápido quanto imaginei. Foram uns três anos de tentativa. Mas sempre esteve no meu horizonte”, relembrou na entrevista.
Os trigêmeos são fruto de seu casamento com o jornalista William Bonner, e a chegada deles marcou definitivamente a trajetória de vida de uma das apresentadoras mais importantes da televisão brasileira.
Fonte: Caras Brasil