Céline Dion enfrentou uma longa batalha para se desfazer de uma de suas propriedades mais luxuosas. A mansão na Flórida, comprada em 2008 e construída entre 2010 e 2013 ao lado do marido René Angélil (que faleceu em 2016), foi colocada no mercado imobiliário por US$ 72 milhões — cerca de R$ 220 milhões na cotação da época.
O refúgio permaneceu encalhado durante quatro anos. Após sucessivas reduções de preço, a propriedade foi finalmente vendida em maio de 2017 por US$ 38,5 milhões (R$ 121 milhões na época). Ou seja, a cantora acenou com um desconto de mais de R$ 100 milhões para desfazer-se do imóvel. Os compradores foram anônimos e adquiriram o espaço exclusivamente para passar temporadas de férias.
Um refúgio de outro mundo
A propriedade impressiona pela infraestrutura de lazer. Distribuída em 1.746 metros quadrados de área construída com vista para o oceano Atlântico, o espaço contava com 13 quartos espaçosos, 14 banheiros, parque aquático privativo com duas piscinas, dois toboáguas e correnteza artificial. O imóvel também oferecia simulador de golfe, academia completa, quadra de tênis e praia privativa exclusiva para seus moradores.
Síndrome rara e afastamento dos palcos
Cinco anos após vender a mansão, em dezembro de 2022, Céline Dion surpreendeu o mundo ao revelar ter sido diagnosticada com síndrome da pessoa rígida (SPR), uma doença neurológica rara que afeta cerca de uma em cada um milhão de pessoas. A condição é caracterizada por rigidez muscular no tronco e membros, além de sensibilidade aumentada a ruídos, toques e estresse emocional — fatores que podem desencadear espasmos severos.
Na época do diagnóstico, aos 54 anos, a intérprete de “Titanic” desabafou publicamente. “Infelizmente, esses espasmos afetam todos os aspectos da minha vida diária. Às vezes, causam dificuldades para andar e não me permitem usar minhas cordas vocais para cantar do jeito que eu estou acostumada”, lamentou.
A revelação a obrigou a cancelar oito shows de sua turnê mundial Courage World Tour e adiar apresentações. A doença pode fazer o paciente perder a capacidade de andar e falar, embora existam tratamentos para desacelerar sua progressão.
O retorno triunfal
Apesar dos desafios impostos pela síndrome, Céline Dion manteve a busca por qualidade de vida através de tratamentos intensivos. Após seis anos afastada dos palcos, a cantora franco-canadense fez um retorno emocionante recentemente na Plenitude Arena, em Paris, reunindo um público de 30 mil fãs.
Com lágrimas nos olhos, celebrou o reencontro histórico com a plateia. “Finalmente. É incrível estarmos todos juntos. Estas são, claro, lágrimas de alegria. Estou tão feliz em ver vocês. Esta noite, quero cantar para vocês, cantar para mim mesma, cantar pela vida”, declarou a diva.