Sandy não deixou dúvidas: a rivalidade que marcou sua carreira e a de Wanessa Camargo no início dos anos 2000 foi uma construção da mídia, não da vida real. Durante participação no programa Saia Justa, exibido nessa quarta-feira (16 de setembro), a cantora relembrou como as duas foram posicionadas como inimigas publicamente, apesar de conviverem normalmente nos bastidores.
A origem da suposta guerra
Tudo começou quando Sandy tinha apenas 17 anos e Wanessa despontava na música. Segundo a artista, a mídia criou uma narrativa de competição baseada em diferenças estéticas e comportamentais que a imprensa explorou à exaustão. Matérias e capas de revistas reforçavam essa divisão, criando rótulos para as duas que as colocavam como polos opostos no cenário musical brasileiro.
A verdade por trás dos bastidores
O que Sandy revelou é que longe dos holofotes, não havia qualquer tipo de animosidade. As duas conviviam naturalmente, compartilhavam contextos familiares similares e tinham idades próximas. “A gente cresceu, se encontrava nos bastidores, pais das mesmas áreas, mesma idade. Não tinha nada [de rivalidade]. Criaram isso”, lamentou a cantora durante o bate-papo no programa.
A artista foi explícita ao apontar que foram pessoas de fora da relação delas que alimentavam constantemente a rivalidade, reforçando uma imagem de conflito que nunca existiu na prática. Para Sandy, essa narrativa foi prejudicial tanto para ela quanto para Wanessa, especialmente quando ambas estavam em fases sensíveis de suas carreiras e vidas pessoais.
Um reflexo do jornalismo de celebridades da época
O depoimento de Sandy toca em um ponto importante: como a imprensa de celebridades funciona ao criar personagens e conflitos para alimentar a máquina de conteúdo. A estratégia de posicionar duas artistas mulheres como rivais era comum nos anos 2000 e gerava material infinito para publicações, sem necessariamente corresponder à realidade.
Ao abrir o jogo sobre essa questão agora, Sandy não apenas esclarece um episódio mal interpretado de sua história pessoal, como também questiona implicitamente como a mídia construiu essas narrativas em torno das mulheres da música durante essa época. A rivalidade que todos “sabiam” que existia nunca foi nada além de um produto editorial bem-embalado.