Sharon Stone, aos 68 anos, foi direto ao ponto durante sua participação no podcast Breakdown na última terça-feira (8): está vivendo em celibato há um bom tempo e não pretende mudar isso tão cedo. A estrela hollywoodiana não apenas revelou sua situação amorosa, mas também refletiu sobre como suas prioridades evoluíram ao longo da vida.
Uma vida amorosa sob análise
Durante a conversa, Stone analisou sua trajetória em relacionamentos com a maturidade que só vem com os anos. Ela foi clara ao avaliar suas próprias qualidades como parceira: “Eu sou uma namorada muito boa, mas faz muito tempo que não sou namorada. E já fui namorada de caras ruins e também de caras bons. Já tive sorte, azar e nenhuma sorte”, disse, rindo da própria experiência.
Mas o tom descontraído da brincadeira rapidamente deu espaço a uma reflexão mais séria. Segundo a reportagem da CARAS Brasil, Stone completou o pensamento com sinceridade: “Há muito tempo que não tenho sorte nenhuma. Estou celibatária há bastante tempo, porque cheguei ao ponto em que só quero estar com alguém por quem eu tenha carinho”.
Mudança de critérios com a maturidade
O que chama atenção no depoimento de Stone não é apenas a revelação do celibato, mas a consciência sobre as razões por trás dessa escolha. A atriz deixou claro que não se trata de falta de oportunidade, mas de uma reavaliação genuína das prioridades. Com a maturidade e o crescimento da família, seus critérios para um relacionamento mudaram radicalmente.
“Estou em busca de alguém que seja companheiro, não apenas alguém para fazer sexo”, declarou. Essa frase resume bem o que Stone busca agora: conexão real, companheirismo, afeto verdadeiro. Ela também deixou evidente seu desinteresse por encontros casuais. “Estou meio entediada com isso”, disse sobre relacionamentos sem compromisso, descrevendo-os como uma “fase pela qual você precisa estar disposto a passar para ter aquilo que realmente deseja”.
O grande amor que ainda não chegou
Ao refletir sobre toda sua vida amorosa, Stone foi categórica: “Já tive amores na minha vida, mas não acho que tenha tido o grande amor da minha vida”. Essa confesão é particularmente significativa vindo de alguém que já foi casada duas vezes — primeiro com o produtor Michael Greenburg, de 1984 a 1990, e depois com o jornalista Phil Bronstein, de 1998 a 2004.
Mãe de três filhos, Stone mantém uma vida bastante ocupada além das reflexões sobre romance. Mas sua declaração sobre o celibato traz uma mensagem velada sobre autoconhecimento: ela preferiu ficar sozinha do que comprometer suas exigências emocionais. Não é desespero, resignação ou amargura o que permeia seu discurso — é, na verdade, um tipo de liberdade.
A lição por trás do silêncio
O que torna esse depoimento relevante vai além do fato de ser sobre uma celebridade. Stone está dizendo algo que poucos celebram publicamente: que está tudo bem estar sozinho quando a alternativa é estar com a pessoa errada. Aos 68 anos, com uma carreira consolidada e uma família formada, ela conquistou a autonomia de escolher companhia genuína em vez de simplesmente preencher um vazio.
A atriz não se apresenta como vítima de má sorte amorosa. Pelo contrário, reconhece as experiências boas e ruins como parte da jornada. Seu celibato não é um castigo; é uma escolha consciente, quase uma afirmação de que a verdadeira sorte talvez seja saber o que você realmente merece — e estar disposto a esperar por isso.