A antiga regra do chapéu e o flagra de Kate
A etiqueta real, especialmente no que diz respeito ao vestuário, é um campo minado de regras e tradições. Para as mulheres da realeza britânica, isso se traduz em decotes discretos, esmaltes de cores claras e, notavelmente, o uso de chapéus em ocasiões formais. Uma regra em particular, que remonta a 1850, dita que chapéus devem ser usados em aparições públicas entre 6h da manhã e 18h. A premissa era que, para a alta sociedade e a nobreza, era impróprio mostrar os cabelos em público durante essas horas. Após as 18h, tiaras eram o acessório preferencial para mulheres casadas, enquanto a ausência delas indicava que a mulher era solteira e “procurando se misturar”.
A Rainha Elizabeth II era uma aderente ferrenha a essa regra, sendo frequentemente vista de chapéu em diversas ocasiões. A Princesa Kate, por sua vez, também é conhecida por seguir o protocolo à risca, especialmente em eventos oficiais. No entanto, segundo a HELLO! Royalty, a Princesa de Gales foi flagrada em um momento que desafia essa tradição. Embora o artigo não detalhe a ocasião exata do “flagra”, ele explora a rigidez da regra e a adesão de Kate a outros protocolos.
Chapéus x Fascinators: a distinção real
Grant Harrold, ex-mordomo real que serviu o então Príncipe Charles por seis anos e especialista em etiqueta, esclareceu à HELLO! Royalty que, para compromissos formais como o Serviço do Dia da Commonwealth, o uso de chapéus é obrigatório. Ele enfatizou a distinção entre chapéus e os chamados “fascinators” – aqueles acessórios de cabeça menores e mais ornamentados. Fascinators são um “grande não” em eventos reais, mesmo em ocasiões como o Ascot, onde são desaconselhados. A Princesa Beatrice, por exemplo, costuma “brincar” com essa regra usando faixas de cabeça oversized que se assemelham a chapéus.
Harrold observou que, em visitas gerais, as mulheres da realeza tendem a não usar chapéus, mas em ocasiões mais oficiais, eles são uma exigência. A Rainha Elizabeth II, por exemplo, usava chapéus o tempo todo, enquanto a Princesa de Gales e a Duquesa da Cornualha os usam ocasionalmente.
O código de cores não-escrito de Kate
Além das regras formais sobre chapéus, a Princesa Kate segue outro protocolo, este não-escrito, em ocasiões diplomáticas importantes: a escolha da cor vermelha. A esposa do Príncipe William frequentemente aparece de vermelho em compromissos estatais e importantes. Um exemplo é seu casaco-vestido da Catherine Walker, combinado com um chapéu Gina Foster, no Dia da Commonwealth.
Marina Thomas, especialista em cores, estilista pessoal e comentarista de moda, explicou à HELLO! Royalty que essa é uma prática que a falecida sogra de Kate, a Princesa Diana, também adotava. A escolha do vermelho pode simbolizar coragem, força de vontade e sacrifício, uma simbologia que remonta aos espartanos, persas e romanos, que usavam escarlate em batalhas. Usar vermelho, certamente, projeta confiança e uma disposição para ser vista e notada, mostrando que cada item no vestuário da Princesa Kate é pensado com maestria.
Fonte: HELLO! Royalty