Aos 13 anos, Victor Siqueira Constantino já vive uma experiência que marca sua trajetória artística. Natural de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, o adolescente integra o elenco de Elis Eu, documentário que mostra a trajetória da cantora Elis Regina (1945-1982). Na produção, ele interpreta João Marcello Bôscoli, filho da cantora.
Como tudo começou
A escolha de Victor para o papel teve conexão direta com uma habilidade que ele já possuía: a produção buscava um menino que soubesse tocar bateria. O professor do adolescente encontrou o teste em uma plataforma de elenco e, ao identificar que ele poderia corresponder ao perfil procurado, indicou a oportunidade. Após avançar na seleção, o jovem participou de um teste presencial que se tornou decisivo para sua entrada no projeto.
Antes das gravações, Victor passou aproximadamente duas semanas realizando treinos de bateria e participando de ensaios. Durante esse período, ele também se dedicou a conhecer melhor João Marcello Bôscoli e a história da família de Elis Regina. A preparação ajudou o adolescente a compreender não apenas o personagem que interpretaria, mas também as relações familiares e o momento vivido por cada integrante da história.
O desafio emocional das cenas
Assumir o papel de alguém real, diretamente relacionado a uma das figuras mais importantes da música brasileira, exigiu mais do que decorar falas e compreender as cenas. Entre os momentos mais desafiadores para Victor esteve a sequência em que João toca bateria depois da morte da mãe. A cena exigiu concentração e sensibilidade do jovem ator, principalmente por retratar um momento de forte impacto emocional na vida do personagem.
O trabalho também proporcionou a Victor uma visão diferente de Elis Regina. Ao estudar a trajetória da cantora para a produção, o ator passou a enxergá-la para além da artista consagrada que marcou a música brasileira. Uma das características que mais chamaram sua atenção foi a maneira como a artista conciliava uma carreira intensa com a dedicação aos filhos. Para o adolescente, conhecer esse lado mais familiar da cantora tornou a experiência ainda mais significativa. “Cada cena em Elis Eu reforçou a certeza de que a arte é o meu caminho”, afirma.
A trajetória que levou ao elenco
A escolha pela carreira artística surgiu ainda na infância, a partir de uma situação cotidiana. Enquanto assistia a uma novela com os pais, Victor percebeu que gostaria de fazer parte daquele universo e decidiu compartilhar o desejo com a família. A partir daí, começou a buscar oportunidades no meio artístico. No teatro, participou de O Santo e a Porca, obra de Ariano Suassuna, na qual interpretou Pinhão, antes de chegar à oportunidade de integrar Elis Eu.
Além da atuação
Quando não está envolvido com trabalhos artísticos, Victor mantém uma rotina com interesses variados. O adolescente gosta de ouvir música, toca violão, joga futebol e pratica karatê. Na atuação, reúne referências brasileiras e internacionais: admira Selton Mello, Leandro Hassum, Jim Carrey, Adam Sandler, Tom Holland e Robert Downey Jr.
Apesar de estar apenas no começo da carreira, Victor também já tem um personagem dos sonhos. O jovem gostaria de interpretar Superman em algum momento de sua trajetória. Seu principal objetivo é seguir conquistando espaço no cinema e na televisão, participando de grandes projetos e construindo uma carreira reconhecida pelo próprio trabalho.