A batalha legal entre Blake Lively e Justin Baldoni chegou a um acordo em maio, mas as consequências financeiras continuam pesadas. Segundo a Rolling Stone Brasil, os advogados da atriz enviaram uma conta de pouco mais de US$ 8 milhões ao ator para cobrir todos os gastos gerados pelo litígio — um documento que detalha, com precisão cirúrgica, cada hora de trabalho, cada consulta e até mesmo as horas gastas para calcular todas essas horas.
Os números da disputa
O documento judicial obtido pela Rolling Stone revela que Lively reivindica US$ 7.495.526,87 em honorários advocatícios considerados “razoáveis”, mais US$ 539.514,01 em custos adicionais. A precisão é impressionante: Michael J. Gottlieb, sócio da Willkie Farr Gallagher LLP, cobrava uma taxa horária padrão de US$ 2.795, mas fez desconto para Lively, cobrando apenas US$ 2.187 por hora. Suas 224 horas de trabalho resultaram em US$ 457.000 em honorários.
O interessante é que os advogados de Lively receberam descontos de 10% e 15% em relação às suas taxas padrão — nem assim a conta ficou pequena. Até mesmo o tempo gasto para calcular todos esses números foi faturado: uma integrante da equipe dedicou 4,3 horas em 31 de maio para fazer contas sobre contas, gerando US$ 2.941,20 adicionais.
As razões por trás da conta
Os advogados de Lively explicam por que a fatura é tão robusta. Segundo o documento, Steve Sarowitz — bilionário financiador da Wayfarer Studios e de Justin Baldoni — ameaçou usar sua fortuna pessoal para “destruir” Lively e seu marido se ela “passasse da linha”. A equipe jurídica acusa a Wayfarer de empregar “táticas de litígio de terra arrasada, projetadas para drenar os recursos de Lively”.
“Eles poderiam ter encerrado isso (e se oferecido para reembolsar Lively) a qualquer momento. Tendo se recusado a fazê-lo, devem ser obrigados a reembolsar Lively por todos os custos, honorários advocatícios e despesas que, de forma indevida, a forçaram a incorrer”, argumentam os advogados.
O contexto da disputa
Tudo começou em dezembro de 2024, quando Lively acusou Baldoni de assediá-la durante as gravações de “É Assim Que Acaba” (2024) e de orquestrar uma campanha de difamação contra ela. Baldoni revidou processando Lively por US$ 400 milhões, alegando difamação. A situação escalou quando a equipe de Baldoni tentou até mesmo arrastar Taylor Swift para a contraprocessual — as tentativas falharam.
Em maio de 2026, ambos anunciaram acordo para encerrar as ações. Na declaração conjunta, reconheceram que “o processo apresentou desafios” e que “as preocupações levantadas pela sra. Lively mereciam ser ouvidas”. Prometeram também ambientes de trabalho “livres de impropriedades” e pediram “encerramento” que permitisse que todos seguissem em frente.
A decisão judicial
No início de junho, o juiz distrital dos EUA Lewis Liman determinou que Baldoni seria responsável pelo pagamento dos honorários advocatícios de Lively. Agora a conta foi formalizada e enviada, deixando claro que, nesta disputa, os maiores vencedores foram mesmo os advogados. A mediana de taxa horária de todos os profissionais envolvidos ficou em US$ 1.450 por hora — uma pequena fortuna em despesas legais para uma disputa que terminou em acordo.
Um representante de Baldoni não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Rolling Stone no momento da publicação.