Jean Paulo Campos, aos 23 anos, não se arrepende de ter vivido a infância sob os holofotes. Em entrevista para a CARAS Brasil, o ator que ficou conhecido nacionalmente por interpretar Cirilo em Carrossel refletiu sobre os impactos da fama precoce em sua formação, acompanhado por Karol Lannes, que também cresceu nas câmeras como a jovem Ágatha de Avenida Brasil.
Da diversão ao amadurecimento precoce
Para Jean, a experiência em Carrossel trouxe mais ganhos do que perdas. “Trouxe uma maturidade que me ajudou bastante na vida adulta. E minha infância, eu acho que foi, às vezes, até mais legal do que se eu não tivesse feito a novela”, relatou o ator durante a conversa. Ele destacou que os momentos de lazer no set faziam parte da rotina: “A gente viveu muita coisa legal ali no Carrossel, a gente brincava de muitas coisas que as crianças normais queriam brincar porque viam a gente”.
Um dos pontos altos mencionados por Jean foram as oportunidades únicas que surgiram durante as gravações. “O Neymar super astro na época também. Caramba, são oportunidades loucas pra criança, né?”, refletiu sobre o encontro que teve com o jogador nos bastidores da novela.
Trabalho sério em clima de brincadeira
Apesar da diversão constante, Jean reconheceu a responsabilidade que havia por trás das câmeras. “Pra gente era uma grande brincadeira. Claro que a gente sabia que tinha que trabalhar, tinha horário, tinha compromisso com o texto, tinha responsa. Mas a gente se divertia muito, cara”, explicou o ator, sinalizando que havia equilíbrio entre profissionalismo e leveza infantil.
Karol Lannes compartilhou percepção semelhante sobre sua trajetória. A atriz relembrou que era a única criança do núcleo de Avenida Brasil onde atuava, o que lhe permitiu receber atenção especial da equipe. “Todo mundo me tratava muito bem, fazia festa de aniversário, a gente saía, brincava durante as cenas. Eu me divertia muito”, contou. Para ela, a atuação funcionava como extensão natural das brincadeiras de imaginação que crianças costumam fazer: uma forma de contar histórias e criar narrativas, mas em um ambiente profissional.
Caminhos diferentes: repouso e retorno
Diferentemente de Jean, que manteve presença constante na televisão, Karol passaram uma década afastada dos holofotes. A atriz dedicou esse período à faculdade e a explorar novos caminhos profissionais, enfrentando uma fase delicada de transição entre papéis infantis e personagens adultos. “Também não utilizava as redes sociais como ferramenta de exposição”, comentou sobre essa época, já que começou a usar o Instagram de forma ativa apenas aos 20 anos.
Esse intervalo permitiu que Karol vivesse com mais anonimato. “Mas não no auge, eu conseguia viver anonimamente. Tipo, um rolê e dar um PT na rua e ninguém ficar tirando foto. Eu tive essa fase, o que foi muito bom”, relatou sobre a liberdade conquistada durante o afastamento. Em 2021, ela retomou a carreira na televisão e começou a “reaprender a lidar com a fama”.
A fama não apagou a infância
Apesar dos desafios específicos de cada trajetória, ambos os atores concordam em um ponto: a experiência profissional na infância não apagou suas infâncias, mas as redefiniu. Para Karol, nunca houve medo de que a fama desaparecesse. “Mas não, nunca foi uma questão, de a fama acabar. Pelo contrário, às vezes a gente quer dar um tempo. Então a gente tem mais medo de esquecer a fala”, brincou a atriz.
O que emergiu da conversa entre Jean e Karol é que crescer trabalhando na televisão, para ambos, significou ganhar responsabilidades e oportunidades únicas enquanto mantinha o espírito lúdico da infância. As experiências vividas nos bastidores, o contato com profissionais da indústria e o desafio de conciliar estudos com trabalho moldaram suas personalidades e influenciaram diretamente a forma como chegaram à vida adulta.