Fafá de Belém, aos 70 anos recém-completados, quebrou o silêncio sobre a internação que sofreu por síndrome de burnout. A cantora abriu o coração em entrevista concedida neste domingo (9), data de seu aniversário, ao programa Fantástico.
O episódio de burnout e a desconexão
A intérprete de Coração do Agreste descreveu o período como algo complexo. “Eu desconectei. Estava num pico de estresse”, explicou, referindo-se à crise aguda que enfrentou no ano anterior. O episódio exigiu internação, marcando um ponto de virada na vida da artista.
A experiência, porém, serviu como catalisador para mudanças positivas. Fafá reconheceu a necessidade de redobrar os cuidados consigo mesma e retomar práticas que havia abandonado. “Voltei a fazer terapia, voltei a fazer minha meditação, e voltei a entender que eu tenho que cuidar de mim”, afirmou.
Reflexão sobre a idade e a desaceleração
Com 70 anos, Fafá permite-se uma certa calma reflexiva, mas isso não significa abrir mão da carreira. “Estou com 70 anos. A gente acalma um pouco mais, pondera um pouco mais”, ponderou. Quando questionada sobre aposentadoria, a resposta foi categórica e bem-humorada: “Desacelerar? Nem pensar. Eu só tenho 70 anos!”
Satisfação com conquistas e planos futuros
A cantora se diz satisfeita ao olhar para trás e avaliar o que construiu ao longo da vida. “Eu olho para trás e gosto do que eu construí. E há muito para construir ainda”, revelou em conversa com a repórter Jalília Messias.
O interessante é que a música nem sempre foi o destino traçado. Fafá queria ter seguido carreira diferente. “Eu queria ser psicóloga. Queriam que eu fosse miss—Deus me livre! Minha mãe queria que eu casasse com um fazendeiro—Deus me livre!”, recordou com o bom humor que a caracteriza.
O papel da mãe na carreira artística
Apesar de não ter seus anseios para a filha realizados, a mãe de Fafá foi fundamental para sua trajetória artística. “Minha mãe foi fundamental. Ela fazia minhas roupas [e falava]: ‘Fátima, abre mais dois dedos do decote, porque o bonito é para ser mostrado’. [Mas] não estou me oferecendo para ninguém. Eu estou me olhando no espelho e me vendo bonita”, lembrou a artista.
Escolhas pessoais e independência
O fato de nunca ter subido ao altar foi uma opção deliberada da cantora. “Para eu ser alguém tem que casar? Tem que ter um homem que me queira? Eu não quero isso. Eu quero o mundo!”, deixou claro, reafirmando sua posição sobre os caminhos que escolheu trilhar ao longo da vida.
Fonte: CARAS Brasil