O fim de uma era para a família Messi
Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, faleceu aos 68 anos na noite de sexta-feira, 7 de agosto, em um hospital de Rosário, na Argentina, segundo reportagem da CARAS Brasil. O patriarca lutava contra uma longa doença, embora a causa específica da morte ainda não tenha sido divulgada publicamente.
A saúde de Jorge havia se deteriorado nos últimos meses. Em junho deste ano, durante a Copa do Mundo, a família emitiu um comunicado informando que ele apresentava uma recuperação constante apesar da complexidade de seu quadro clínico. O anúncio coincidiu com a estreia da Argentina no torneio, momento em que Lionel Messi marcou três gols contra a Argélia.
O choro na Copa do Mundo que revelava mais do que futebol
Após o apito final daquele jogo, Messi chorou em campo. Na ocasião, o craque esclareceu que suas lágrimas não tinham ligação com o resultado ou sua performance no futebol. Posteriormente, revelou-se que a emoção era consequência do delicado momento de saúde enfrentado por seu pai.
Essa cena exemplifica a relação intensa entre o pai e filho — uma ligação que transcendia o universo esportivo e comercial que construíram juntos ao longo de décadas.
Quem era Jorge Messi além do sobrenome famoso
Jorge não era apenas pai do maior craque do século. Como empresário, ele acompanhou de perto tanto os passos da carreira de Lionel quanto a expansão do império comercial que o argentino construiu fora dos gramados. Sua atuação foi determinante nas decisões mais importantes da trajetória do jogador, desde contratos com clubes até negociações comerciais de bilhões.
A família que deixa para trás é composta pela esposa Celia Cuccittini e quatro filhos: Lionel, Rodrigo, Matías e María Sol. Todos carregam o legado de um homem que moldou não apenas a vida de um dos maiores talentos da história do futebol, mas também a consolidação de uma dinastia familiar no esporte.
Um vínculo que transcendeu as pressões do topo
A figura de Jorge Messi representa um capítulo pouco explorado nas narrativas sobre Lionel: a importância de um pai que não apenas apoiou um filho talentoso, mas que construiu ao seu redor uma estrutura profissional e emocional para sustentá-lo durante toda a jornada até o topo do futebol mundial. Essa parceria familiar foi determinante para que Messi superasse obstáculos, contratos e pressões que poderiam ter interrompido sua carreira em seus primeiros anos na Europa.
A morte de Jorge marca o encerramento de uma era em que essa parceria pai-filho foi praticamente indissolúvel, deixando um vazio tanto na vida pessoal quanto na estrutura empresarial construída ao longo de décadas.